Livro Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas

Vim publicando, ao longo das últimas semanas, todo o meu novo livro aqui no blog. Pois bem: certamente há quem se contente com o material em forma de post mesmo – e que sempre estará por aqui.

No entanto, se preferir adquirir o livro inteiro de maneira organizada, estruturada, seja em forma impressa ou digital, ele está já à venda no Clube de Autores.

Para saber mais e comprar, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente neste link: https://www.clubedeautores.com.br/book/215122–Algoritmos__Robos

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Espero que gostem!

 

[Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas] Nós, humanos, já somos a minoria

O caso Lajello foi apenas um de muitos – e sua utilidade como alvo de um experimento universitário acabou evitando influência mais voltada à formação de opinião relacionada a produtos, serviços ou ideologias.

Ele serve, no entanto, para ilustrar.

Da mesma forma que um robô pode ser programado para fazer recomendações de amizades, ele também pode recomendar produtos ou compartilhar opiniões. Basta que eles sejam programados para isso.

E, embora todas as redes sociais tenham sistemas desenvolvidos para localizar e excluir perfis de robôs, o sucesso dessa empreitada é baixíssimo.

Considerando que um sistema anti-robô é, por si só, um outro robô, basta “enganá-lo” agindo com a imperfeição típica de um humano. Exemplificando:

Seria fácil para um perfil robô fazer milhares de posts ou mensagens simultâneas – mas isso também o deixaria exposto ao sistema anti-robô. Como combater isso? Programando-o para fazer apenas dez ou quinze postagens por hora, por exemplo.

Da mesma forma, um robô também se exporia se mandasse exatamente a mesma mensagem diversas vezes para diversas pessoas. A solução? Usar desde sinônimos de maneira automática a recomendações de outras postagens feitas por outros usuários cujas “opiniões” ele compartilha.

Para cada armadilha, claro, há uma solução. E, assim, o universo virtual vai se enchendo de robôs que, em geral, são confundidos com pessoas reais.

Basicamente, os bots seguem uma mecânica simples:

  1. Tem uma página de perfil aparentemente real, criada para que se assemelhe com uma pessoa normal
  2. Buscam amigos com facilidade para enganar as pessoas que, em geral, assumem que qualquer perfil com muitos seguidores é crível. Essa busca tem dois caminhos: via comércio eletrônico, onde efetivamente se consegue “comprar amigos” – sendo a grande maioria deles outros robôs – ou fazendo solicitações automáticas de amizade. Um estudo recente apontou que 1 em cada 5 pessoas aceitam solicitações de amizades em redes sociais mesmo sem conhecer o solicitante[1].
  3. Postam opiniões sobre produtos, serviços ou ideologias ou apenas compartilham posts de personalidades com as quais tenham “afinidade ideológica”

A mágica, a partir daí, está feita: as redes sociais começam a se encher de opiniões de robôs sobre tudo e todos, interferindo de maneira decisiva no Parâmetro de Laggard e efetivamente moldando a opinião das pessoas.

Quer saber o volume disso na vida real? De acordo com a Forbes[2], apenas 49% dos perfis sociais são de humanos e 30% destes humanos acabam sendo enganados (ou “convencidos”) por robôs.

Robôs na campanha para presidente

Em 2015, um documento interno do governo federal acabou sendo publicado pelo Estado de São Paulo[3].

Nele, a própria Secretaria de Comunicação (SECOM) admitiu o uso de robôs na campanha de reeleição da Presidente Dilma Rousseff. O objetivo dos perfis falsos era simples: popular as redes com mensagens positivas sobre a primeira gestão e negativas sobre os candidatos de oposição, além de garantir que hashtags a favor da candidata frequentemente se mantivessem nos sempre desejados Trending Topics do Twitter.

Considerando que mais da metade da população brasileira está na Internet e tem perfil ativo nas redes sociais, é plausível considerar que o papel dos robôs acabou sendo importantíssimo para a vitória petista no pleito federal.

[1] Fonte: http://lersse-dl.ece.ubc.ca/record/264/files/264.pdf

[2] Fonte: http://www.forbes.com/sites/lutzfinger/2015/02/17/do-evil-the-business-of-social-media-bots/#491546aa1104

[3] Fonte: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,governo-cita-uso-de-robos-nas-redes-sociais-em-campanha-eleitoral,1652771

Mais sobre inteligência artificial

Na semana passada fiz um post sobre porque os computadores jamais serão mais criativos do que os humanos (veja aqui). Continuo mantendo a mesma opinião e pelos mesmos motivos – mas há uma palestra sensacional sobre como os computadores estão aprendendo a ser criativos que vale muito ser vista.

Ei-la abaixo, infelizmente apenas em inglês:

https://embed-ssl.ted.com/talks/lang/en/blaise_aguera_y_arcas_how_computers_are_learning_to_be_creative.html

 

Porque inteligência artificial jamais ganhará da inteligência humana

Robôs foram concebidos, mesmo nos filmes de ficção científica, para funcionarem como entidades perfeitas e sem os defeitos inerentes à biologia humana. Até aí, nenhuma novidade.

Filmes mais fatalistas (como o Exterminador do Futuro ou Matrix) criaram toda uma visão de futuro em que robôs, dotados de inteligência lógica maior e mais poderosa que os humanos jamais teriam, acabaram concluindo que nós éramos a grande praga do mundo e buscaram destruir a nossa espécie.

Não sei se um dia chegaremos a isso – mas tenho sérias dúvidas quanto à superioridade real que entidades artificias podem conseguir ter. Explico.

Todo e qualquer sistema de inteligência artificial se baseia em uma espécie de lógica unidirecional: ao encontrar um problema, ele buscará resolver este problema. Sim: parte das tentativas de resolução resultarão em falhas, naturalmente – e sistemas inteligentes aprenderão a não repetir mais estas falhas enquanto engendram outras possibilidades de solução. Seja por matemática ou tentativa e erro, o objetivo de um robô sempre será resolver um problema colocado diante de si, algo que eventualmente ele conseguirá fazer com uma velocidade e qualidade muito maior que o mais genial dos humanos. Robôs são eficientes.

O problema é justamente este: sistemas de inteligência artificial estarão sempre atrelados a um objetivo (e, portanto, desconectados de um ambiente caótico como é o funcionamento do cérebro humano).

Recorro a um exemplo simples, quase besta, para me explicar melhor: o Post-it. A criação deste que é um dos mais rentáveis produtos do mundo foi uma espécie de erro de cálculo, de falha. Na prática, os seus criadores estavam buscando desenvolver uma cola hiper-resistente, chegando, obviamente que por uma falha de percurso, no que se pode considerar uma pseudo-cola fraca o bastante para ser quase inútil.

Se o processo criativo estivesse sendo determinado por um robô, ele rapidamente aprenderia com o erro, descartaria a cola fraca e seguiria tentando criar a sua super-cola, provavelmente com um sucesso mais rápido que seus pares humanos. Seu objetivo seria esse, afinal – e robôs não mudam de rota.

O humano que viu essa “pseudo-cola” gerada por um erro, no entanto, acabou criando um novo produto, com um novo propósito, a partir de todo um conjunto caótico de sinapses que ocorreram no fundo do seu cérebro. Deve ter pensado em papéis soltos na sua mesa de trabalho; no quanto seria útil se ele conseguisse colar lembretes em seu computador; na necessidade desses lembretes serem descartados facilmente no instante em que fossem resolvidos; e assim por diante. Deve ter pensado em todo um conjunto de problemas humanos que computadores jamais teriam – e foi desse conjunto de pensamentos absolutamente desconectados do objetivo de desenvolver a super-cola que ele acabou concebendo o Post-it.

Ao invés de mudar a fórmula da invenção que buscava para atender ao desafio originalmente colocado diante de si, ele mudou o objetivo para encaixar a fórmula “falha” que criou por acidente de percurso. Inverteu-se a lógica em um processo que, sob a ótica do propósito original, foi absolutamente ineficiente.

O que o humano fez que um robô jamais faria? Ele mergulhou fundo no caos de seus pensamentos, ainda que de maneira inconsciente, e teve o estalo de se desconectar de seu objetivo primário e fugir de toda uma linha própria e estabelecida de raciocínio. Ele mudou de raia, por assim dizer, e preferiu adotar uma espécie de caminho ilogicamente mais longo, torto, quase conscientemente “errado”.

E é precisamente isso que robôs jamais conseguirão fazer por um motivo simples: eles não tem inconsciência e nem consciência, elementos fundamentais para que consigamos raciocinar de maneira livre e caótica. Sim: sistemas de inteligência artificial são solucionadores de problemas muito, mas muito mais eficientes que os humanos (e precisamente pela mesma falta de consciência e inconsciência que nos caracteriza e nos faz “mudar de raias” de maneira tão fácil). Só que inovação não é pautada pela habilidade de se resolver problemas: ela é, antes de mais nada, pautada pela capacidade de se detectar os problemas.

E isso sim requer algo que vai muito além de um conjunto de fórmulas programadas em um computador.

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A vida definida em momentos

Se o que define uma vida é a somatória de decisões que tomamos, entender como essas decisões acontecem pode ser uma das maiores chaves para se destrancar a mente humana.

Não que seja algo fácil, claro: é impossível criar qualquer tipo de receita de bolo para se interpretar algo tão complexo e caótico quanto o ser humano. Mas informação bem estruturada sempre ajuda.

Recentemente, o Google fez um estudo que considerou que o que define a vida são pequenos – minúsculos, por vezes – momentos de decisão.

Vale conferir o estudo, cujos pontos altos estão aqui no post, neste link.

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Bicicletas de bambu: outro exemplo do uso da globalização para uma iniciativa local

Na semana passada, acabei usando o exemplo do Clube de Autores para ilustrar como o conceito de globalização pode servir mais como referência pararam iniciativa local do que como a abertura de mercados fora das nossas fronteiras.

Achei um outro exemplo perfeito e com base em uma das ferramentas mais óbvias e disseminadas de transporte: a bicicleta.

Bicicletas podem ser meios sustentáveis de transporte e abrir todo um caminho de mobilidade urbana nas grandes cidades do mundo – mas há regiões em que elas ainda são caras demais para as suas populações. Pegue o exemplo de Gana: um país miserável, em um continente paupérrimo e com pouquíssimas oportunidades de emprego.

Mas sabe o que tem de sobra em Gana – além da necessidade de locomoção por distâncias mais longas para garantir a sobrevivência? Bambu. Isso mesmo: bambu.

Em um lampejo de genialidade, Bernice Dapaah desenvolveu um método para produzir bicicletas a partir de bambu, barateando toda a cadeia, entregando ao mercado um produto mais em conta e ainda por cima gerando toda uma massa de empregos. Melhor: ao fazer isso, ela ainda conseguiu surfar a onda da sustentabilidade, abrindo mercados nos Estados Unidos e na Europa!

Vamos a alguns números e fatos:

  • Uma bicicleta de Bambu custa, localmente, US$ 120 – US$ 40 a menos que bicicletas tradicionalmente vendidas por lá.
  • Do ponto de vista de sustentabilidade, as bicicletas de bambu ajudam a reduzir a emissão de carbono em até 70%
  • Hoje, ela treinou e emprega 35 profissionais – e planeja abrir novas fábricas no país gerando mais 50 empregos

Incrível?

Confira a história das bicicletas de bambu no vídeo abaixo:

A inversão de pólos entre empreendedores e investidores

A palavra “negócios” acaba sendo erroneamente vinculada a um imaginário que se situa entre Wall Street e a Berrini, com engravatados perambulando por carros e elevadores e ratoeiras financeiras sendo montadas em cada sala. Sim, o mundo já foi assim – mas, ao menos do ponto de vista de incepção de negócios, não é mais.

Visualize uma startup. Hoje, em qualquer cidade do mundo, as empresas mais empolgantes nascem a partir de ideias de empreendedores criativos e não necessariamente ricos.

Claro: criatividade pura não basta. Às vezes até atrapalha: a paixão pela ideia que costuma caracterizar um empreendedor costuma ser um problema na medida em que o deixa míope quanto a custos efetivos e à necessidade de modelos de receita consistentes já no curto prazo.

Ainda assim, mesmo considerando a alta taxa de mortalidade de startups em todo o mundo, é também delas que as mais brilhantes inovações do mundo nascem. É justamente do caldo caótico feito por falta de dinheiro e excesso de tesão que surgem empresas como o próprio Facebook ou Google, para ficar apenas nos exemplos das duas gigantes.

Onde quero chegar com tudo isso?

Simples: os novos celeiros de negócios não são mais as grandes avenidas comerciais de grandes metrópoles, mas sim os pequenos “guetos empreendedores” que se formam nos locais mais improváveis.

Os empreendedores já sabem disso: hoje, eles trabalham de suas casas ou de ambientes de co-workings onde imperam criatividade e informalidade; fazem parcerias com outros empreendedores de todo o mundo; vivem e trocam experiências por meio de Skype, Hangouts ou Facebook. Em muitos casos, eles se autofinanciam tomando freelas, mantendo um segundo emprego ou pedindo a ajuda dos pais – e, apesar do sempre existente sonho de viverem das suas próprias ideias, acabam em grande parte crescendo – ou morrendo – sem nunca ter visto um potencial investidor.

E não é que não haja investidores disponíveis por aí – eles existem, e aos montes. Só que deixaram de ser absolutamente essenciais para a grande maioria dos empreendedores que, apesar de enxergá-los como uma espécie de sonho semi-utópico, acabam se focando nos desafios do dia-a-dia.

Quem mais perde com isso? Os próprios investidores, claro: afinal, os seus modelos de negócio dependem unicamente de fecharem acordos com projetos de alto potencial. Para que serviria uma bolsa de valores sem valores a serem trocados, sem compras e vendas ditando o cotidiano?

Não é que eles tenham se tornado inúteis, claro: empreendedores continuam precisando de modelos sólidos de receita e, em determinado ponto, de investimentos mais consistentes em suas ideias. Mas há uma mudança importante no cenário, uma mudança muito menos sutil do que se costuma imaginar: hoje, são os investidores que precisam saber chegar nos empreendedores certos e nos momentos perfeitos.

Hoje, eles precisam estar dispostos a desenvolver uma parceria com os seus investidos que vai muito além de entregar dinheiro e cobrar resultados: precisam saber e estar dispostos a construir juntos projetos mais robustos. Precisam aprender com a visão dos empreendedores e ensinar a língua dos financistas – que ainda existirão por muitos anos – para que seus horizontes sejam sempre mais amplos.

Ou seja: em um mundo em que os empreendedores conseguiram se auto-organizar em ambientes capazes de deixá-los ter sucesso quase organicamente com base em ferramentas e atitudes colaborativas, os investidores precisarão se mostrar muito mais relevantes do que apenas detentores sedentários de capital.

Precisarão, pela primeira vez em séculos, sair de seus ternos e trânsitos e ir até onde os donos reais das rédeas do futuro estiverem.

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Uma inovação pequena e elegante: Growth, o vaso que cresce junto com a planta

Inovação, por natureza, precisa resolver um problema claro e percebido por alguma parcela da população. Caso contrário, trata-se apenas de uma ideia sem uso, de uma resposta para nenhuma pergunta e que, portanto, dificilmente encontrará futuro.

Mas isso não significa, claro, que toda iniciativa inovadora precisa ser absolutamente genial, disruptiva, e mudar o mundo. Problemas, afinal, também podem ser pequenos.

Como trocar o vaso de plantas quando elas crescem demais, por exemplo.

Veja a imagem abaixo: trata-se do Growth, um vaso que cresce junto com a planta que ele “hospeda”. A inspiração é óbvia: o antiquíssimo conceito de origami, que permite um crescimento de até 5x.

O Growth será algo que mudará o mundo? Provavelmente não.

Mas não deixa de ser uma inovação bem interessante e que muito provavelmente encontrará o seu mercado 🙂

Confira mais no site da empresa clicando aqui.

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Como transformar humanos em robôs: o MIT e o controle das memórias

OK: uma simples estrutura genética pode dizer muito sobre quem somos, mas nem de longe traz uma definição exata de cada pessoa. Essa definição exata e absolutamente individual depende, diretamente, da relação entre cada uma das experiências que acumulamos ao longo de cada segundo de vida. Falei um pouco disso quando o tema era Connecdomes (veja aqui e aqui).

Esse tipo de estrutura garantiria uma certa sobrevida à nossa espécie justamente por ser centrada na necessidade do caos. Afinal, se experiências e memórias são essencialmente individuais – e se são essas experiências e memórias que, em grande parte, ditam as nossas ações e reações, então um elemento de inusitado sempre estaria presente na humanidade.

Exceto, claro, se alguém conseguisse controlar as nossas memórias.

Sim: há todo um universo de filmes de ficção científica pautados pelo controle da mente – e parece que a realidade está se aproximando da arte.

Há duas pesquisas de grande porte sendo feitas no MIT que tem recebido pouca atenção, mas que podem mudar tudo. Por tudo, entenda ABSOLUTAMENTE TUDO, incluindo a nossa própria existência.

A primeira foi uma descoberta, anunciada em 2011, do gene Npas4. Sua função: controlar a formação de memórias. é simples assim: sem esse gene, memórias simplesmente não são formadas em nosso cérebro, causando limitações drásticas na nossa própria habilidade de sobrevivência. O MIT conseguiu “gerar” ratos sem o Npas4, diga-se de passagem.

A segunda pesquisa é mais nova: a descoberta do local exato das memórias. Até pouco tempo, se convencionava que memórias eram mais conceituais do que físicas, dependendo de toda uma rede de conexões. Pois é: aparentemente, elas tem endereço preciso e ficam encodadas em alguns neurônios.

Em um experimento, cientistas deram um choque elétrico em ratos para criar uma memória de medo na região do hippocampus (vide imagem). Em seguida, eles utilizaram iluminação a laser para ativar os neurônios onde a memória estaria armazenada. Adivinha? Imediatamente, os ratos se prostraram em posição de defesa, deixando claro que o medo havia sido ativado com sucesso.

OK… se já se sabe o gene responsável pela formação da memória e o endereço exato em que elas ficam, o que falta?

Controlá-la. Sabe-se o que e o onde, mas não o como.

O próximo passo, portanto, é óbvio: entender como, fisicamente, o cérebro aprende, para se testar a criação mecânica de memórias e forçar uma aprendizagem artificial. Há, claro, um lado bem obscuro nisso tudo: a instituição que conseguir controlar isso terá o domínio da humanidade ao seu alcance. Afinal, da mesma maneira que ela conseguirá criar superhumanos com uma inteligência capaz de aniquilar qualquer tipo de inimigo em praticamente qualquer campo de conhecimento, ela também conseguirá inserir códigos de comportamento e de subordinação em toda a nossa espécie.

E o mais impressionante é que esse tipo de pesquisa está em graus tão avançados que dificilmente poderá ser revertida a essa altura. O que isso significa?

Que talvez a humanidade esteja a um passo de aniquilar o caos que nos torna indivíduos valiosos – e, por consequência, a um passo de gerar uma nova espécie de humanos que certamente nos fará obsoletos.

Parece que o mundo que estamos criando terá pouco espaço para nós mesmos.

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12 invenções futuristas que nunca chegaram aos nossos tempos

Quando olhamos as grandes invenções do passado, acabamos ignorando que inovação em si é apenas a parte final de um processo criativo que se inicia bem antes, quando um problema que requer atenção é detectado. Nesse aspecto, pode-se considerar que cada uma das ideias rascunhadas como propostas de solução acabam contribuindo, de alguma forma, com o pensamento inovador.

O avião é incrível? Sim, sem dúvidas: mas possivelmente ele não teria existido se, no passado, não se tivesse testado asas postiças, criado balões ou zepelins. A cada nova tentativa, a cada nova proposta, raciocínios mais elaborados foram estruturados até se afinar a inovação em si.

Recentemente, o Gizmodo fez uma coleção de 12 ideias do século passado que nunca chegaram de fato ao mercado – mas que certamente contribuíram para que o nosso presente fosse como é.

Alguns exemplos estão abaixo – mas vale conferir a matéria inteira clicando aqui.

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