Livro Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas

Vim publicando, ao longo das últimas semanas, todo o meu novo livro aqui no blog. Pois bem: certamente há quem se contente com o material em forma de post mesmo – e que sempre estará por aqui.

No entanto, se preferir adquirir o livro inteiro de maneira organizada, estruturada, seja em forma impressa ou digital, ele está já à venda no Clube de Autores.

Para saber mais e comprar, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente neste link: https://www.clubedeautores.com.br/book/215122–Algoritmos__Robos

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Espero que gostem!

 

As gracinhas da tecnologia

Tá: “gracinha” pode ser uma palavra meio descabida se você estivesse nadando em um oceano repleto de tubarões famintos. E sim: sei que humanos não estão no cardápio natural desses reis dos mares e que eles provavelmente matam menos do que cadarços desamarrados… mas, ainda assim, eles são um perigo.

Principalmente se você gosta de desafiar a sinalização e surfar nos mares de Recife ou se mora na Austrália onde, aparentemente, tudo é mortal.

Para situações assim, uma invenção nova (e que custa a bagatela de US$ 65) foi lançada com o objetivo de emitir sinais eletromagnéticos que funcionam como repelentes de tubarão. O vídeo explicativo está abaixo – mas o importante não é o produto em si.

O importante é que ele serve para comprovar que para todo e qualquer problema sempre há alguma inovação simples a ser concebida.

E, claro, para toda boa inovação, sempre há um bom mercado esperando para ser cultivado.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Ffuturism%2Fvideos%2F589390434573493%2F&show_text=0&width=400

 

 

Vendo um futuro melhor

Não, este não é um post sobre política, sobre altruísmos de organizações quaisquer ou mesmo de economia. É, na verdade, um post sobre uma daquelas sacadas óbvias e perfeitamente inovadoras: o desenvolvimento de uma solução que realmente fará milhões de pessoas enxergarem – no sentido literal – um futuro melhor.

Serve para nos lembrar de que oportunidade de inovação está sempre logo ali.

O livro: Como Gerir Marcas na Era dos Micromomentos

Nas últimas semanas, vim publicando aqui no blog capítulo a capítulo do meu novo livro. Pois bem: ei-lo, agora, no ar, devidamente publicado e disponível em formatos impresso e ebook.

Para quem quiser, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link https://www.clubedeautores.com.br/book/208830–Como_Gerir_Marcas_na_Era_dos_Micromomentos

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A partir da semana que vem retomo as postagens aqui no blog 🙂

 

A desnecessidade de gente

Uma das coisas que sempre me incomodou nas atitudes de governos brasileiros (falando plural e apartidariamente) é a maneira populista com que eles enxergam a geração de emprego.

Para as entidades públicas, emprego é igual a ocupação remunerada. Ou seja: qualquer grande shopping que contrate exércitos inúteis de pessoas que ficam prostradas nas suas garagens apontando com os dedos as vagas vazias deve, sob essa ótica, ser louvado pela geração de emprego – e não condenado pela ineficiência.

Sim: de fato esses profissionais exemplificados acima estão ocupados, tem carteira assinada e conseguem sustentar a família. Mas, no longo prazo, até que ponto garantir a empregabilidade às custas da eficiência faz sentido para um país que queira evoluir?

Veja no exemplo do vídeo abaixo, de uma loja que funciona sem vendedores.

A desvantagem? Sob a ótica do “emprego-ocupação”, quanto menos pessoas envolvidas, pior.

Son a ótica da competitividade, uma empresa assim consegue funcionar melhor, com custos mais enxutos e, portanto, garantir preços melhores para seus consumidores.

Ela consegue também expandir seus negócios – algo que certamente envolverá a contratação, direta ou indireta, de mais profissionais mais especializados – como gestores financeiros, marketeiros, especialistas em logística e tecnólogos.

Em resumo: a aposta em modelos mais eficientes troca meia dúzia de empregos pouco qualificados por um volume muito maior de empregos qualificados, ajudando a levar uma sociedade inteira para um futuro muito, muito melhor.

Chegar nisso que parece, para nós brasileiros, uma utopia, não é assim tão impossível. Esse vídeo, afinal, mostra algo real, concreto e, portanto, aplicável. Esse vídeo mostra também que, enquanto chafurdamos no pensamento de que o futuro depende mais de “empregos-ocupações” do que na maior qualificação da mão de obra, vamos perdendo espaço na cada vez mais dinâmica e competitiva economia global.

Está na hora de mudarmos a nossa mentalidade. Não basta empregar: é necessário qualificar a nossa mão de obra a tal ponto que a mera demanda por empregos que envolvam rotinas braçais sequer encontrem oferta no mercado de trabalho.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fajplusenglish%2Fvideos%2Fvb.407570359384477%2F698445160296994%2F%3Ftype%3D3&show_text=0&width=560

 

 

 

 

 

O otimismo engolido pela realidade

Há quase um ano, durante a Flip de 2015, o Clube de Autores promoveu uma série de palestras focada no mercado editorial brasileiro. Uma delas, proferida por Susanna Florissi – uma das maiores especialistas no segmento – intitulava-se “crise ou oportunidade?”.

Estamos em 2016. Nesses meses que se passaram, um boom de novas editoras realmente foi testemunhado – assim como o melancólico fechamento de livrarias tradicionais e marcas emblemáticas como a Cosac-Naify.

Depois de mais algum tempo, o boom de pequenas editoras também cessou, muitas das quais encerrando suas atividades ou encaixando-se naquela faixa de funcionamento pautada pela base da pirâmide de Maslow: persistiam em péssimas condições, já empurradas para a informalidade, e ainda assim exclusivamente por falta de opção melhor para seus idealizadores.

A temática da palestra da Susanna parece ter atravessado o ano fazendo de tudo para se fixar no imaginário esperançoso do empreendedorismo brasileiro. E faz um certo sentido: crises são situações em que o status quo se desmonta, em que velhos modelos se provam ineficazes, em que pitadas de caos abrem espaço para as pequenas inovações que fazem o mundo girar desde os tempos da peste bubônica. Crises geram questionamentos novos que, por sua vez, fazem brotar respostas novas.

Sob esse aspecto, crises eventuais devem até ser desejadas por uma sociedade que busque evoluir, se reestruturar, crescer. 

2008 foi assim para os Estados Unidos, da mesma forma que 2012 para os países Europeus. Hoje, todos estão melhores, em diversos aspectos, do que estavam antes. 

Mas há um problema com esse raciocínio: ele só funciona até o médio prazo. Sim, crises e caos são perfeitos para propiciar as tão fundamentais inovações em qualquer setor – mas há um ponto a partir do qual eles deixam de ser incentivadores da criatividade e passam a ser venenos letais para as suas sociedades. 

Há oportunidades em crises? Claro. Mas como aproveitá-las se não há dinheiro ou confiança de investidores, grandes ou pequenos, para colocar ideias de pé? Como vendê-las se não há consumidores minimamente dispostos a se arriscar experimentando produtos e serviços diferentes? Como nutrir uma iniciativa inovadora em um ambiente tão pessimista, em que mesmo a mais otimista visão enxerga pouca perspectiva de melhora no curto prazo?

A palestra de 2015 ficou em 2015, infelizmente. Ainda há espaço para inovações poderosas em 2016? É óbvio: sempre há. Mas o ecossistema de negócios está perigosamente estrangulado, impondo que essas mesmas inovações pautem-se mais pela necessidade de sobrevivência no mercado interno do que pela possibilidade de crescimento explosivo no mercado global. 

Por falta de fôlego, até as ambições dos inovadores brasileiros tem encolhido em um claro sinal de retrocesso como pouco se viu na nossa história.
Mudanças urgem para que o realismo não engula o pouco de otimismo que ainda resiste, embora já quase resignado, em nossos empreendedores. Realismo em uma recessão como a nossa, afinal, gera puro pessimismo – e pessimismo é o maior antagonista da inovação.

  

Percepção vs. Realidade 2

Veja esse gráfico abaixo:
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Ele compara a percepção com a realidade no cenário do crime nos Estados Unidos. A linha de baixo é a realidade, que se manteve relativamente estável desde o começo da década de 90. A linha de cima é a percepção, sempre muito pior que ela.

Curiosidade: desde que a Internet efetivamente explodiu, tornando a comunicação muito mais dinâmica e instantânea, a percepção de criminalidade cresceu quase ano a ano.

Há uma explicação para isso: prestamos muito mais atenção a notícias ruins do que a boas, em grande parte pelo mesmo fator genético que comentei no post de ontem. E, com mais notícias sendo espalhadas via redes sociais, a nossa capacidade de fixação em um volume tenebroso de más notícias apenas aumenta.

Há também uma observação muito importante aqui: é a percepção que dita os rumos de uma sociedade uma vez que a demanda, enquanto conceito, depende dela. Para ficar em um exemplo: a não ser que estejamos falando de um soldado em plena zona de guerra, ninguém compra um carro blindado porque precisa dele, e sim porque tem a percepção de precisar. São coisas diferentes.

Ainda assim, é essa percepção – e apenas ela – que cria (ou destrói) mercados inteiros.

 

 

Percepção vs. Realidade

Quando você olha a seu redor, tem a sensação de que o mundo está piorando ou melhorando? Em geral, a maior parte das pessoas tende a acreditar em um futuro mais sombrio do que ele realmente deve ser. E não é preciso traçar um raciocínio tão sofisticado assim para se chegar a essa conclusão: há pouco mais de 200 anos, seria difícil visitar Paris sem se deparar com cabeças guilhotinadas exibidas em postes ao longo do Sena; some poucos séculos a mais e você estará em um passado com a Igreja queimando pessoas vivas em praça pública, com estupros sendo largamente aceito (uma vez que mulheres eram meros pertences dos homens) e assim por diante. O mundo já foi muito, muito pior.

E, se embora algumas dessas atrocidades continuem acontecendo em lugares como a região entre o Iraque e a Síria, dominado pelo Estado Islâmico, elas estão nitidamente distantes da “normalidade social global”.

Ou seja: o mundo não está ficando pior. Ao contrário: ele está ficando cada vez melhor e a ritmos galopantes.

O problema é que a nossa percepção é muito mais pessimista do que otimista. A explicação para isso talvez esteja na genética: para sobreviver, a raça humano precisou ter o pior cenário sempre em mente – algo fundamental para se proteger de ataques de animais selvagens ou de tribos rivais. O problema é que acabamos vítimas desse pessimismo, desenvolvendo uma projeção invariavelmente sombria de futuro mesmo quando tudo aponta para o lado oposto.

Para ficar mais próximos da nossa realidade: é muito provável que a corrupção no Brasil, hoje, esteja proporcionalmente em níveis muito menores do que na época do Império. Mas – embora não haja estudos comparativos – certamente se acredita que nunca antes na história deste país a corrupção foi tamanha.

Agora considere o seguinte: o que move as nossas ações, o que gera protestos, o que ergue e destitui governos, o que faz com que empresas surjam e morram, não é a realidade: é a percepção popular.

E isso, por si só, cria quase que um universo paralelo onde o que se vê não é o que se é.

Do ponto de vista prático, a percepção é a realidade.

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7 tendências para o ecommerce

Anos de crise são sempre períodos perfeitos para catalisar mudanças. Explico-me: o foco em sobreviver – algo muito mais importante do que apenas crescer – acaba forçando marcas e pessoas a acelerarem os seus processos decisórios, escolhendo caminhos de maneira mais célere com o objetivo óbvio de atingir as suas metas com maior segurança.

Para mercados, isso significa sobretudo que criam-se ambientes perfeitos para testemunhar inovações diversas, tanto em forma de produtos quanto de comunicação.

No mundo todo, o ecommerce nunca passou exatamente por uma crise. Mantido como um universo à parte, mesmo em 2015, aqui nas nossas assoladas terras, o setor apresentou crescimento. O efeito disso? A busca pelo “fim” do setor enquanto ambiente hermeticamente isolado, distante das demais ações das marcas. Se é o ecommerce que vende, então é nele, por meio de uma integração mais completa, que muitas das marcas deve se focar.

A consequência será vista em forma de mais lojas, mais sofisticação comunicacional, mais apelo e mais velocidade de inovações.

E comecemos por um artigo bem interessante do Tassinari sobre quais tendências ele considera para o ecommerce. Listarei as 7 aqui, mas recomendo fortemente que acessem o artigo completo neste link para entender os motivos por trás de cada um.

Confesso que alguns eu não considero mais como tendência uma vez que já são realidade concreta no presente – mas ainda assim vale conferir:

  1. Maioria das compras online será feita a partir de múltiplos devices
  2. Compras nos smartphones continuarão ganhando força
  3. Datas promocionais de vendas online, como a Black Friday, serão cada vez maiores
  4. Internet seguirá influenciando as compras nas lojas físicas
  5. Marketing irá mudar do foco nos devices para o foco nas pessoas
  6. Os anúncios se tornarão mais relevantes e menos intrusivos
  7. Crescerá a oferta de serviços de entrega rápida

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