Livro Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas

Vim publicando, ao longo das últimas semanas, todo o meu novo livro aqui no blog. Pois bem: certamente há quem se contente com o material em forma de post mesmo – e que sempre estará por aqui.

No entanto, se preferir adquirir o livro inteiro de maneira organizada, estruturada, seja em forma impressa ou digital, ele está já à venda no Clube de Autores.

Para saber mais e comprar, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente neste link: https://www.clubedeautores.com.br/book/215122–Algoritmos__Robos

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Espero que gostem!

 

[Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas] A Revolução da Alfabetização Universal

Até que, de repente, as sucessivas revoluções sociais, das mais diversas correntes, acabaram se encontrando no aprimoramento da educação de seus povos.

Na medida em que o analfabetismo foi sendo erradicado do mundo, mais e mais pessoas foram descobrindo possibilidades além das velhas tradições, até então a única fonte de conhecimento que elas tinham.

Essa descoberta não pode ser subestimada: aprender a ler acabou transformando o ser humano em um ávido investigador de seus próprios problemas. Ler, enquanto sinônimo de se informar, passou a ser o ponto de partida para quem quisesse sair da pobreza, melhorar a saúde ou garantir um futuro melhor para seus filhos.

O efeito disso é inclusive matematicamente claro, como pode ser visto no gráfico abaixo que compara a expectativa de vida com a taxa de alfabetização de diversos países[1]:

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A tabela acima não deve ser interpretada, claro, de maneira simplistamente direta: saber ler não é causa única para viver mais. Por outro lado, saber ler significa estar dotado de uma capacidade mais sofisticada de buscar conhecimento – e é essa busca que acaba fazendo a diferença.

Na medida em que uma determinada sociedade ia se alfabetizando, a demanda por cultura escrita crescia mais e mais.

Considere este outro estudo, comparando a evolução na taxa de alfabetização de alguns dos países do mundo:

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Este outro gráfico, abaixo, ilustra a consequência do crescimento das taxas de alfabetização: o aumento da demanda por livros[1].

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Embora sejam dados referentes ao mercado norte-americano, pode-se considerar que as estatísticas representem uma realidade relativamente global principalmente nas primeiras décadas uma vez que autores europeus sempre estiveram entre os mais lidos dos Estados Unidos.

O que esses três gráficos indicam?

  1. O aumento das taxas de alfabetização mundo afora geraram um consequente aumento nas expectativas de vida das populações por dotarem-nas de mais meios para entenderem o mundo a seu redor (e saberem tirar melhor proveito dele)
  2. O aumento da taxa de alfabetização aumentou substancialmente a demanda por conteúdo escrito – o que acabou proporcionando uma verdadeira explosão de livros lançados

Esse é o ponto mais crucial de todo este livro, diga-se de passagem.

Uma sociedade como a de 1911 a 1919, com uma disponibilidade total de 94 mil novos títulos, era absolutamente diferente de uma sociedade como a de 2000 a 2011, com mais de 2 milhões de novos livros publicados.

No passado, poucas pessoas tinham acesso a poucos “conhecimentos” – o que demandava que estes “conhecimentos” fossem densos o bastante para permitir maiores aprofundamentos por parte do público e, portanto, um convencimento acerca de suas teses e teorias.

Em outras palavras, lia-se mais de menos.

Hoje, a grande quantidade de “conhecimentos” subverteu as regras por completo. Há simplesmente coisa demais para poder ler tudo com a devida profundidade.

Hoje, portanto, lê-se menos de mais.

[1] Fonte: Bowkers

[1] Fonte: CIA Factbook, 2009; alfabetismo considera pessoas com mais de 15 anos que sabem ler e escrever

O livro: Como Gerir Marcas na Era dos Micromomentos

Nas últimas semanas, vim publicando aqui no blog capítulo a capítulo do meu novo livro. Pois bem: ei-lo, agora, no ar, devidamente publicado e disponível em formatos impresso e ebook.

Para quem quiser, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link https://www.clubedeautores.com.br/book/208830–Como_Gerir_Marcas_na_Era_dos_Micromomentos

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A partir da semana que vem retomo as postagens aqui no blog 🙂

 

[Como gerir marcas na era dos micromomentos] Capítulo 14: Entram em cena os millennials

Toda era é, em grande parte, definida por uma determinada demografia. No caso da Era dos Micromomentos, seus principais atores são os millennials: pessoas nascidas entre 1980 e 2000 e que, portanto, formam a maior parcela da população economicamente ativa do mundo.

São pessoas que, se não nasceram coladas a monitores de celulares e tablets, aprenderam desde cedo que informação existe em abundância e que basta um clique para ter acesso a ela.

A importância disso? A mera existência de informação abundante impõe, quase que como ferramenta de sobrevivência social e mercadológica, que o tempo de cada um seja mais utilizado para passear por um volume maior de conteúdo em detrimento de um aprofundamento menor.

Troca-se qualidade por quantidade, em outras palavras.

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A origem da Era dos Micromomentos é precisamente esta: como não há tempo ou disposição para se adensar em grandes temas, as populações como um todo se satisfazem com um mínimo necessário – o que quer que seja isso – para formar a sua opinião e se mostrar socialmente ativo, relevante.

Vamos a algumas estatísticas básicas sobre os millennials:

Dado Reflexo no comportamento
78% preferem gastar dinheiro com experiências do que com objetos[1] A felicidade não está em bens materiais, mas na coleção de experiências de vida
77% afirmam que suas melhores experiências foram obtidas ao vivo[2] O momento ideal é sempre o agora
69% dizem se sentir mais conectados ao mundo e à comunidade pelo simples ato de se engajar e participar ativamente de algo[3] Conexão = protagonismo
69% alegam ter FOMO (Fear of Missing Out) – uma fobia de perder alguma experiência qualquer que poderia ser memorável[4] O ideal é ser onipresente
Em média, um americano consome hoje 18 horas diárias de mídia[5] Não existe algo como “consumo excessivo de mídia”
82% se informam predominantemente online. 60% dos millennials “topam” com a informação por canais sociais e 39% buscam ativamente – em grande parte para terem assunto para conversar com os amigos[6] Notícias servem para se poder expressar opiniões com agilidade, não para compreender o mundo
Em média, cada millennial usa 3,7 redes sociais diferentes[7] Não há um único canal: hoje, estar presente na maior rede não é o mesmo que falar com a maioria.

[1] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[2] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[3] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[4] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[5] Fonte: The Wall Street Journal, mar/ 2014

[6] Fonte: The Wall Street Journal, mar/ 2014

[7] Fonte: The Wall Street Journal, mar/ 2014

Há espaço para bibliotecários na era digital?

Imaginar que, em plena era da informação, com ebooks e catálogos impressos disponíveis sob demanda, o papel de um bibliotecário será o mesmo de 30 anos atrás, é certamente um erro grosseiro. Por outro lado, acreditar que não há mais espaço para este profissional é também outro erro.

O principal motivo é que o papel do bibliotecário – de certa maneira, assim como o do professor – deixou de ser o de organizar conhecimento de maneira quase procederam e passou a ser o de guiar o interessado em um tema pela selva de conteúdo em torno dele. Em nossos tempos, conteúdo deixou de ser escasso e passou a ser abundante – o que apenas mudou a cara do problema (e não o eliminou).

Exemplifico: imagine que voce queira pesquisar um determinado assunto, seja para escrever um livro novo, seja para estruturar um trabalho acadêmico ou seja por pura curiosidade. Sim: você pode sempre ir ao Google e nadar por conta própria.

Mas e se voce pudesse ir a um espaço contar com um profissional experiente, capaz de te guiar pelas fontes mais relevantes e pelos autores mais experientes? E se ele conseguir ainda garantir um espaço praticamente feito para se absorver conhecimento, como são algumas das mais modernas bibliotecas do mundo? Nesse aspecto, o bibliotecário é uma espécie de curador ultra dinâmico de conteúdo: e sempre haverá papel para bons curadores.

E por que estou escrevendo isso? Nos Estados Unidos, o Wall Street Journal publicou uma matéria que praticamente enterrou bibliotecários, condenando-os ao mais certo ostracismo. E é claro que isso gerou um debate poderoso, incluindo uma carta resposta da American Libraries Magazine.

Debates são sempre bons, são sempre positivos. Nos permitem ver ambos os lados, instigam a mente, nos fazem pensar. Infelizmente, os artigos estão apenas em inglês: mas recomendo fortemente para quem conseguir lê-los que o faça. Os links estão neste próprio post, no parágrafo de cima, e também podem ser acessados clicando na imagem abaixo.

A pergunta que fica é: o que deve mudar na maneira com que nos guiamos pelo conhecimento em tempos tão dinâmicos quanto os nossos? Quais instituições devem sobreviver – e que adaptações elas terão que fazer, no melhor estilo do darwinismo, para se salvar da extinção?

  

Lendo e aprendendo com o caos do mundo

Olhe para o seu iBooks, Kindle ou prateleira. Muito provavelmente você encontrará livros escritos por autores de uma meia dúzia de países: Brasil, Estados Unidos, França, Reino Unido etc.

Há, no entanto, centenas de países, cada um deles formado por uma base cultural intensa e única. Qual, portanto, a melhor maneira de se ampliar o repertório?  Lendo dezenas de autores da mesma região ou variando de maneira dramática, buscando captar experiências e backgrounds muito mais plurais?

Não tenho uma resposta exata para isso – mas acredito piamente que, quanto mais amplo  o repertório cultural, mais caótico e inovador passa a ser o raciocínio. No entanto, vale ouvir o que a escritora Ann Morgan tem a dizer: inconformada com a sua prateleira de livros essencialmente composta de autores americanos, ela se desafiou a ler um livro de cada um dos países do mundo.

Veja o que ela descobriu abaixo (infelizmente e ironicamente, em um vídeo apenas em inglês):

O Gene do Caos: um livro diferente

 

O que caracteriza um livro técnico, de negócios? De certa forma, ele não é assim tão diferente de um romance: traz um raciocínio específico, uma narrativa clara e ilustra seus conceitos com personagens e casos práticos.

O problema com livros, ao menos em seu formato mais tradicional, é que eles precisam ser atemporais e carregar um dinamismo que dificilmente caberia em uma página.

Tomemos o Gene do Caos como exemplo. Ele tem uma teoria clara, direta: a de que inovação nasce a partir do caos e de que jamais se consegue inovar em um ambiente aproblemático, ordenado, rijo.  Ocorre que o conceito também acabou sendo vítima de si mesmo.

Como explorar um assunto tão infinito como inovação em um conjunto de páginas que, por natureza numerada, tem começo, meio e fim? É impossível.

O blog nasceu por isso: para viabilizar a escrita de posts e artigos diários por muito, muito tempo, abordando os mais diferentes aspectos na relação entre inovação e caos. Era necessário ir além.

À frente da área de Planejamento & Inovação da A2C, montei – com um time de primeiríssima qualidade, ressalte-se – um aplicativo chamado #Carbonize. Seu objetivo prático? Carbonizar todos os conceitos ultrapassados sobre inovação e permitir um tipo de leitura que pode ser traduzida em uma palavra: infinita.

A app está disponível, gratuita, na Apple Store e no Google Play. O que ela tem?

Um feed de perfis que costumam explorar temas de inovação. Só isso já agrega uma diferença importante em relação ao modelo tradicional de livro: seu conteúdo é formado em tempo real e o papel do autor é o de fazer curadoria.

  • Uma área de inspiração em que se pode selecionar tags relevantes e acessar conteúdos a elas relacionados. Exemplo: selecione as tags “empreendedor”, “inovação” e “empreendedorismo” e se terá toda uma coletânea de conteúdos relacionados aos três temas vindos, claro, da própria rede.
  • Outra área formada essencialmente por feeds de hashtags, colocando o assunto – ao invés do perfil – como primeiro plano.
  • Finalmente, a appbook. Todo o livro Gene do Caos está lá na app, disponível de forma gratuita, tendo seus capítulos estruturados como infográficos personalizados.
  • A app ainda está em seus primeiros dias de vida e certamente muita coisa nascerá dela. Ainda assim, já é uma ferramenta de trabalho perfeita para se entender inovação e, claro, se inspirar com tudo o que está sendo feito mundo afora.

Curioso? Então vá às lojas e baixe 🙂

Versão Apple: https://appsto.re/br/YLEl-.i

Versão Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.estudiolune.carbonize

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Livros como previsões do tempo

Dia desses me deparei com um aplicativo francês absolutamente genial: o Book Weather. O raciocínio deles é simples: livros caem e saem da preferência popular de maneira tão dinâmica quanto o clima. Massas de ar quente, por assim dizer, chegam a livros e se espalham por tópicos inteiros até que “frentes frias” fazem com que uma obra ultra desejada simplesmente saia da lista de sonhos de seus leitores ou potenciais leitores.

O que eles fizeram? Criaram um algoritmo para determinar, em tempo real, a temperatura de determinado livro. Basta escanear o código de barra dele e pronto: consegue-se saber onde ele está na preferência popular e acompanhar as mais diversas críticas postadas em redes sociais.

Por enquanto, esse aplicativo não está disponível no Brasil – mas a mera ideia dele já é absolutamente disruptiva. Confira no vídeo abaixo (infelizmente apenas em inglês):

Clube de Autores e como abraçar o caos pode ser a solução mais inovadora

Publicar um livro no Brasil costumava ser algo difícil.

Havia duas maneiras de se conquistar o direito de brigar por leitores: sendo patrocinado por editoras, algo cada vez mais raro, ou pagando alguns milhares de reais para ter a obra devidamente pronta para ser vendida.

A oferta de títulos para o público final, em qualquer lugar do mundo, era focada em um só elemento: a escassez. Quer saber mais sobre física quântica? É bom torcer para achar um livro que aborde o assunto sob o olhar de um leigo em alguma livraria próxima. Quer um romance histórico? Escolha dentre os publicados, mesmo que eles não satisfaçam exatamente o que prefere.

Quantas vezes, afinal, todos não fomos a livrarias e voltamos de mãos abanando, frustrados por não termos encontrado o livro perfeito para o momento?

O problema é que, na outra ponta, milhões de escritores geram histórias todos os dias sobre absolutamente todos os assuntos – de física quântica a romances históricos passados em uma cidade colonial no interior da Bahia.

Esse desencontro lógico, esse contexto definido ao mesmo tempo pelo excesso de oferta engavetada e escassez de oferta disponibilizada, define um ambiente de caos.

A eliminação desse caos foi a origem do Clube de Autores, primeira empresa brasileira de autopublicação.

Seu modelo: permitir que todo escritor do país possa publicar seu livro online, gratuitamente. No processo, ele ainda diz quanto quer ganhar por venda e, em minutos, tem a sua obra disponibilizada para o mundo.

Na versão digital, a mesma obra  é distribuída para o GooglePlay, iBookstore (Apple), Amazon, Saraiva etc.

Na impressa, cada venda feita no site gera um pedido de impressão 100% sob demanda, integrando uma rede de gráficas em uma logística que, embora complexa, viabiliza a entrega do exemplar comprado a preços dentro das mesmas médias de livrarias tradicionais e em menos de uma semana.

Ao endereçar o caos, o Clube de Autores apenas trocou a palavra que regia o mercado editorial brasileiro: sai a escassez, entra a abundância.

Há algum crivo editorial? Não, não há. Mas todo leitor interessado pode, gratuitamente, acessar a sinopse, ler o primeiro capítulo, contatar o autor, ver matérias relacionadas e, apenas depois de ter a sua opinião formada, comprar. A seleção da oferta, portanto, deixa de ser feita por uma figura de editor e passa a ser feita pela própria comunidade de autores e leitores.

Resultados: com 5 anos de vida, o Clube de Autores soma já mais de 50 mil títulos publicados – o equivalente a 10% de todos os livros lançados anualmente no Brasil. São dezenas de milhares de exemplares vendidos todos os meses abordando temas que vão dos mais batidos aos mais nichados – daqueles que, de tão específicos, dificilmente seriam encontrados nas livrarias.

A propósito: é também pelo Clube que o Gene do Caos será lançado 🙂