Livro Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas

Vim publicando, ao longo das últimas semanas, todo o meu novo livro aqui no blog. Pois bem: certamente há quem se contente com o material em forma de post mesmo – e que sempre estará por aqui.

No entanto, se preferir adquirir o livro inteiro de maneira organizada, estruturada, seja em forma impressa ou digital, ele está já à venda no Clube de Autores.

Para saber mais e comprar, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente neste link: https://www.clubedeautores.com.br/book/215122–Algoritmos__Robos

Screen Shot 2016-08-09 at 11.23.21 AM

Espero que gostem!

 

[Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas] Os novos escravos

Curiosamente, o cenário que se põe à nossa frente hoje é o mesmo com o qual a humanidade se deparou desde que se definiu como espécie: a busca por mão de obra gratuita para executar tarefas braçais em grande escala.

Sistemas de inteligência artificial já assumem hoje o papel de escravos de seres humanos: eles operam de acordo com regras criadas pela nossa espécie, interferem na nossa produtividade e, da mesma maneira que nas eras passadas, já são maioria numérica.

O lado positivo dessa “evolução”, se assim pudermos considerar o novo modelo mercadológico e social no qual estamos inseridos, é que esses novos escravos são seres incapazes de sentir dores ou de se cansar. Eles obedecem aos comandos de seus mestres sem que estes mesmos mestres – nós – “precisem” recorrer a métodos tão sádicos e perversos como os que tanto caracterizaram a nossa história.

E como lidar com este novo público-alvo?

O primeiro passo é entender que, mesmo assumindo esse papel de “escravos de humanos”, algoritmos e sistemas são formadores de opinião e maioria dentre os perfis sociais com os quais lidamos em nosso cotidiano.

E, se estamos falando de um perfil ativo, de um influenciador, muitas das mesmas regras aplicadas aos humanos também devem ser seguidas quando focamos computadores.

Vamos a um exemplo hipotético simples: uma campanha feita para a venda de molhos de tomate cujos consumidores, obviamente, são todos humanos.

No passado, bastaria produzir campanhas de TV, rádio ou mídia impressa para impactar os espectadores.

Hoje, no entanto, as regras são outras, e a marca de molho de tomates deverá considerar os seguintes itens caso deseje ter um mínimo de sucesso:

  1. Será importante para este molho publicar, em um site próprio, uma série de receitas que o incluam como ingrediente. A escolha dessas receitas e mesmo os formatos utilizados (texto, imagens e vídeos) deverão ser definidos de acordo com regras práticas de SEO e visando amplificar a presença orgânica da marca nas buscas feitas no Google. Aqui, portanto, se estará trabalhando o algoritmo do buscador como público-alvo determinante.
  2. Em redes sociais, toda uma seleção de textos e imagens com chamadas específicas deverá ser feita para otimizar o engajamento instantâneo, interferindo diretamente, por exemplo, no Score de Relevância do Facebook. O motivo? Quanto maior a relevância, menos se pagará por impacto e, portanto, mais seres humanos se alcançará com a mesma verba. O conteúdo, em grande parte, será montado de acordo com o gosto do algoritmo do Facebook.
  3. A escolha de textos e peças para mídia em buscadores ou redes contextuais, por sua vez, também levará em conta as regras do Índice de Qualidade do Google como maneira de ampliar o alcance e baratear os custos.
  4. Mesmo no ponto de venda é possível desenvolver chatbots para dialogar com os consumidores no momento da compra, indicando mais ingredientes complementares para alguma receita especial.

Nunca é demais ressaltar: o objetivo do marketing é e sempre será o mesmo, de vender mais produtos. O que mudou de algum tempo para cá foi justamente o método.

Se, no passado, bastava investir na criação de uma linguagem impactante para o consumidor final, hoje é fundamental criar uma linguagem que influencie também o intermediário – o conjunto de robôs e algoritmos – que, por sua vez, influenciará diretamente na capacidade de entrega da mensagem.

Já vivemos hoje imersos no enredo de um filme de ficção científica.

Só nos damos muito pouca conta disso.

[Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas] Robôs dominarão o mundo?

Como será o futuro de um mundo com seres inanimados, artificiais, influenciando cada vez mais em nossas decisões? Haverá um momento em que algum robô desenvolverá a consciência e passará a operar por regras próprias, mais de acordo com as suas próprias crenças do que com a maneira com que foi programado?

Por mais que nos inclinemos a acreditar nesse apocalipse cibernético – a humanidade sempre teve um quê de masoquista quanto a si mesma – tenho sérias dúvidas.

O poder do erro

Robôs foram concebidos, mesmo nos filmes de ficção científica, para funcionar como entidades perfeitas e sem os defeitos inerentes à biologia humana. Até aí, nenhuma novidade.

Filmes mais fatalistas (como o Exterminador do Futuro ou Matrix) criaram toda uma visão de futuro em que robôs, dotados de inteligência lógica maior e mais poderosa que os humanos jamais teriam, acabaram concluindo que nós éramos a grande praga do mundo e buscaram destruir a nossa espécie.

A questão é que todo e qualquer sistema de inteligência artificial se baseia em uma espécie de lógica unidirecional: ao encontrar um problema, ele buscará resolvê-lo da maneira mais eficiente possível. Sim: parte das tentativas de resolução resultará em falhas, naturalmente – e sistemas inteligentes aprenderão a não repetir mais essas falhas enquanto engendram outras possibilidades de solução. Seja por matemática ou tentativa e erro, o objetivo de um robô sempre será resolver um problema colocado diante de si, algo que eventualmente ele conseguirá fazer com uma velocidade e qualidade muito maior que o mais genial dos humanos. Robôs são eficientes.

O problema é justamente este: sistemas de inteligência artificial estarão sempre atrelados a um objetivo (e, portanto, desconectados de um ambiente caótico como é o funcionamento do cérebro humano).

Recorro a um exemplo simples, quase simplório, para me explicar melhor: o Post-it. A criação deste que é um dos mais rentáveis produtos do mundo foi uma espécie de erro de cálculo, de falha. Na prática, os seus criadores estavam buscando desenvolver uma cola hiper-resistente, chegando, obviamente que por uma falha de percurso, no que se pode considerar uma pseudo-cola fraca o bastante para ser quase inútil.

Se o processo criativo estivesse sendo determinado por um robô, ele rapidamente aprenderia com o erro, descartaria a cola fraca e seguiria tentando criar a sua super-cola, provavelmente com um sucesso mais rápido que seus pares humanos. Seu objetivo seria esse, afinal – e robôs não mudam de rota.

O humano que viu essa pseudo-cola gerada por um erro, no entanto, acabou criando um novo produto, com um novo propósito, a partir de todo um conjunto caótico de sinapses que ocorreram no fundo do seu cérebro. Deve ter pensado em papéis soltos na sua mesa de trabalho; no quanto seria útil se ele conseguisse colar lembretes em seu mural; na necessidade desses lembretes serem descartados facilmente no instante em que fossem resolvidos; e assim por diante. Deve ter pensado em todo um conjunto de problemas humanos que computadores jamais teriam – e foi desse conjunto de pensamentos absolutamente desconectados do objetivo de desenvolver a super-cola que ele acabou concebendo o Post-it.

Ao invés de mudar a fórmula da invenção que buscava para atender ao desafio originalmente colocado diante de si, ele mudou o objetivo para encaixar a fórmula “falha” que criou por acidente de percurso. Inverteu-se a lógica em um processo que, sob a ótica do propósito original, foi absolutamente ineficiente.

O que o humano fez que um robô jamais faria? Ele mergulhou fundo no caos de seus pensamentos, ainda que de maneira inconsciente, e teve o estalo de se desconectar de seu objetivo primário e fugir de toda uma linha própria e estabelecida de raciocínio. Ele mudou de raia, por assim dizer, e preferiu adotar uma espécie de caminho ilogicamente mais longo, torto, quase conscientemente “errado”.

E é precisamente isso que robôs jamais conseguirão fazer por um motivo simples: eles não tem inconsciência e nem consciência, elementos fundamentais para que consigamos raciocinar de maneira livre e caótica.

Sim: sistemas de inteligência artificial são solucionadores de problemas muito, mas muito mais eficientes que os humanos (e precisamente pela mesma falta de consciência e inconsciência que nos caracteriza e nos faz “mudar de raias” de maneira tão fácil). Só que inovação não é pautada pela habilidade de se resolver problemas: ela é, antes de mais nada, pautada pela capacidade de se detectar os problemas.

E isso sim requer algo que vai muito além de um conjunto de fórmulas programadas em um computador.

Mais sobre inteligência artificial

Na semana passada fiz um post sobre porque os computadores jamais serão mais criativos do que os humanos (veja aqui). Continuo mantendo a mesma opinião e pelos mesmos motivos – mas há uma palestra sensacional sobre como os computadores estão aprendendo a ser criativos que vale muito ser vista.

Ei-la abaixo, infelizmente apenas em inglês:

https://embed-ssl.ted.com/talks/lang/en/blaise_aguera_y_arcas_how_computers_are_learning_to_be_creative.html

 

Robôs e fascínio tecnológico

Na última quarta fiz um post sobre inteligência artificial e sobre os riscos que a própria humanidade corre ao tentar corrigir justamente o caos que alimenta a sua própria evolução. Robôs, afinal, são seres inteligentes aperfeiçoados, que não cometem erros de lógica e que vivem seguindo raciocínios essencialmente binários.

São, portanto, tão perfeitos e encantadores quanto chatérrimos. Quer um exemplo? Veja esse vídeo abaixo, de um dos robôs da Boston Dynamics:

Porque inteligência artificial jamais ganhará da inteligência humana

Robôs foram concebidos, mesmo nos filmes de ficção científica, para funcionarem como entidades perfeitas e sem os defeitos inerentes à biologia humana. Até aí, nenhuma novidade.

Filmes mais fatalistas (como o Exterminador do Futuro ou Matrix) criaram toda uma visão de futuro em que robôs, dotados de inteligência lógica maior e mais poderosa que os humanos jamais teriam, acabaram concluindo que nós éramos a grande praga do mundo e buscaram destruir a nossa espécie.

Não sei se um dia chegaremos a isso – mas tenho sérias dúvidas quanto à superioridade real que entidades artificias podem conseguir ter. Explico.

Todo e qualquer sistema de inteligência artificial se baseia em uma espécie de lógica unidirecional: ao encontrar um problema, ele buscará resolver este problema. Sim: parte das tentativas de resolução resultarão em falhas, naturalmente – e sistemas inteligentes aprenderão a não repetir mais estas falhas enquanto engendram outras possibilidades de solução. Seja por matemática ou tentativa e erro, o objetivo de um robô sempre será resolver um problema colocado diante de si, algo que eventualmente ele conseguirá fazer com uma velocidade e qualidade muito maior que o mais genial dos humanos. Robôs são eficientes.

O problema é justamente este: sistemas de inteligência artificial estarão sempre atrelados a um objetivo (e, portanto, desconectados de um ambiente caótico como é o funcionamento do cérebro humano).

Recorro a um exemplo simples, quase besta, para me explicar melhor: o Post-it. A criação deste que é um dos mais rentáveis produtos do mundo foi uma espécie de erro de cálculo, de falha. Na prática, os seus criadores estavam buscando desenvolver uma cola hiper-resistente, chegando, obviamente que por uma falha de percurso, no que se pode considerar uma pseudo-cola fraca o bastante para ser quase inútil.

Se o processo criativo estivesse sendo determinado por um robô, ele rapidamente aprenderia com o erro, descartaria a cola fraca e seguiria tentando criar a sua super-cola, provavelmente com um sucesso mais rápido que seus pares humanos. Seu objetivo seria esse, afinal – e robôs não mudam de rota.

O humano que viu essa “pseudo-cola” gerada por um erro, no entanto, acabou criando um novo produto, com um novo propósito, a partir de todo um conjunto caótico de sinapses que ocorreram no fundo do seu cérebro. Deve ter pensado em papéis soltos na sua mesa de trabalho; no quanto seria útil se ele conseguisse colar lembretes em seu computador; na necessidade desses lembretes serem descartados facilmente no instante em que fossem resolvidos; e assim por diante. Deve ter pensado em todo um conjunto de problemas humanos que computadores jamais teriam – e foi desse conjunto de pensamentos absolutamente desconectados do objetivo de desenvolver a super-cola que ele acabou concebendo o Post-it.

Ao invés de mudar a fórmula da invenção que buscava para atender ao desafio originalmente colocado diante de si, ele mudou o objetivo para encaixar a fórmula “falha” que criou por acidente de percurso. Inverteu-se a lógica em um processo que, sob a ótica do propósito original, foi absolutamente ineficiente.

O que o humano fez que um robô jamais faria? Ele mergulhou fundo no caos de seus pensamentos, ainda que de maneira inconsciente, e teve o estalo de se desconectar de seu objetivo primário e fugir de toda uma linha própria e estabelecida de raciocínio. Ele mudou de raia, por assim dizer, e preferiu adotar uma espécie de caminho ilogicamente mais longo, torto, quase conscientemente “errado”.

E é precisamente isso que robôs jamais conseguirão fazer por um motivo simples: eles não tem inconsciência e nem consciência, elementos fundamentais para que consigamos raciocinar de maneira livre e caótica. Sim: sistemas de inteligência artificial são solucionadores de problemas muito, mas muito mais eficientes que os humanos (e precisamente pela mesma falta de consciência e inconsciência que nos caracteriza e nos faz “mudar de raias” de maneira tão fácil). Só que inovação não é pautada pela habilidade de se resolver problemas: ela é, antes de mais nada, pautada pela capacidade de se detectar os problemas.

E isso sim requer algo que vai muito além de um conjunto de fórmulas programadas em um computador.

hci

Há algo como excesso de automação?

Costumamos acreditar, talvez cegamente demais, que tudo o que é automatizado funciona melhor. De certa forma, faz sentido: máquinas obedecem a comandos, a algoritmos, e não perdem tempo pensando em como agir sob determinadas circunstâncias. Se tudo é parametrizado, então basta confiar e fechar os olhos. 

É assim que a indústria automotiva está agindo, aliás: a automação nesse setor está nitidamente caminhando para uma era em que dirigir será coisa do passado. Deixaremos de ser condutores e passaremos a ser conduzidos. E essa indústria não está só: na verdade, ela está seguindo os passos de uma irmã mais nova, a aviação. 

Que o leitor não me interprete mal: não estou querendo dizer aqui que um grau nulo de aviação deixaria voar mais seguro. É óbvio que sistemas de bordo, permitindo controles automatizados inclusive sobre outros controles automatizados, foram tão essenciais que voar passou a ser cotidiano. Há acidentes aéreos? Há, é claro – mas em número ridículo se considerarmos a quantidade de aviões que decolam e pousam a cada minuto mundo afora.

Isso nos leva ao vôo 214 da Asiana Airlines, em uma manhã de julho de 2013. O que aconteceu com ele? 

Um setup errado no piloto automático fez com que o avião parasse de conferir a própria velocidade – e evitou que todos percebessem que ele estava lento demais e descendo rápido demais. Resultado: essa falha ignorada pelos pilotos que confiavam cegamente na automação acabou fazendo com que o Boeing 777 se quebrasse durante a aterrisagem. 49 passageiros ficaram feridos e 3 morreram. 

O relatório oficial culpou os pilotos por confiarem demais nas máquinas. 

Perceba que, ironicamente, a falha não foi do computador: ele fez o que estava programado para fazer. A falha foi dos pilotos mesmo que, de fato, o programaram de maneira errada e não perceberam. Mas a lição é justamente essa: não existe automação integral. Em um determinado ponto, alguém tem que programar as coordenadas, tem que inserir a regra que gerará essa automação. Se as coordenadas estiverem erradas, todo um desastre pode acontecer sem que as máquinas tenham culpa. 

O problema da automação, portanto, não é a automação em si – é o fato dela invariavelmente colocar os humanos em uma perigosa zona de conforto fruto do excesso de confiança. E, nesse sentido, há sim algo como excesso de automação. 

Aliás, qualquer tipo de programação que tire as pessoas de um constante estado de alerta pode ser absolutamente perigoso. E sabe de uma coisa? Isso não é uma má notícia, mesmo sob a ótica da inovação: é apenas a confirmação de que nós, pessoas de carne e osso, sempre teremos o nosso papel em um mundo cada vez mais coordenado por máquinas.

  

Mais um computador substituindo humanos: conheça o Watson

Pedreiros sendo substituídos por uma máquinas que “imprimem casas”, programadores sendo trocados por um sistema com capacidade de criar outros sistemas e assim por diante. Já postei aqui no blog, em algumas ocasiões, inovações absolutamente práticas feitas para resolver problemas reais e que, como efeito colateral, anulam boa parte da necessidade de humanos.

A incansável busca pela inovação

Antes, vale apenas reforçar algo que já comentei algumas vezes: inovações de sucesso são soluções práticas para problemas reais. Sob este ponto de vista, e considerando ainda que o mercado caminha sempre no sentido de criar soluções, podemos também partir do pressuposto que a melhor maneira de prever o futuro é observar o presente e tirar dele tudo o que não fizer sentido.

Faz sentido gastar milhões para contratar uma infinidade de trabalhadores humanos que levarão anos para erguer um prédio? Não se pudermos “trocá-los” por uma máquina capaz de fazer a mesma tarefa em questão de dias.

Faz sentido se gastar fortunas com programadores se alguns dos sistemas podem ser inteligentes ao ponto de criar novos sistemas – com maior precisão e menos custo? Obviamente que não.

E nem entrarei aqui na questão do impacto mercadológico. Sim, é também óbvio que trocar gente por máquina gerará massas gigantescas de desemprego, principalmente em países cujas economias são sustentadas por mão-de-obra pouco qualificada. Mas o mercado que, quer queira, quer não, é soberano, costuma também ser implacável. Qualquer solução que custe menos e gere mais será sempre preferida.

O efeito colateral

O curioso é que esta mesma lógica que tem feito a humanidade evoluir imensamente (e positivamente) ao longo dos milênios pode ser também o seu fim. Já imaginou se todas as tarefas – todas – pudessem ser desempenhadas por máquinas? O que haveria para fazermos? Como sobreviveríamos? E em que momento máquinas com a inteligência para, por exemplo, criar programas complexos de tecnologia, passariam a pesar os pros e contras de ter humanos interferindo em suas decisões?

Se tudo isso parece ficção científica, uma versão do Exterminador do Futuro, veja os dois links do começo deste post: máquinas que fazem casas e programas que criam outros programas já são realidade.

Elementar, meu caro Watson

Na mesma direção, já há também um sistema, desenvolvido pela IBM, capaz de realizar todo o atendimento ao consumidor com uma excelência maior que qualquer call center moderno (mesmo porque, convenhamos, esse não é exatamente um setor reconhecido pela qualidade).

Recapitulando: a IBM não criaria este sistema, batizado de Watson, se não houvesse uma oportunidade clara de mercado traduzida em um problemas a ser resolvido. Há.

Ela simplesmente foi atrás da solução.

E a criou.

E sabe do que mais? Ele já está fluente em português e, a partir de 2016, será um atendente do Bradesco.

Há um vídeo da Engadget que mostra o Watson “americano” jogando (e ganhando) o famoso Jeopardy, ao vivo, na TV.

Vale conferir: eventualmente, todos nós seremos medidos a partir dos filhos e netos do Watson.