Livro Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas

Vim publicando, ao longo das últimas semanas, todo o meu novo livro aqui no blog. Pois bem: certamente há quem se contente com o material em forma de post mesmo – e que sempre estará por aqui.

No entanto, se preferir adquirir o livro inteiro de maneira organizada, estruturada, seja em forma impressa ou digital, ele está já à venda no Clube de Autores.

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Espero que gostem!

 

[Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas] Robôs dominarão o mundo?

Como será o futuro de um mundo com seres inanimados, artificiais, influenciando cada vez mais em nossas decisões? Haverá um momento em que algum robô desenvolverá a consciência e passará a operar por regras próprias, mais de acordo com as suas próprias crenças do que com a maneira com que foi programado?

Por mais que nos inclinemos a acreditar nesse apocalipse cibernético – a humanidade sempre teve um quê de masoquista quanto a si mesma – tenho sérias dúvidas.

O poder do erro

Robôs foram concebidos, mesmo nos filmes de ficção científica, para funcionar como entidades perfeitas e sem os defeitos inerentes à biologia humana. Até aí, nenhuma novidade.

Filmes mais fatalistas (como o Exterminador do Futuro ou Matrix) criaram toda uma visão de futuro em que robôs, dotados de inteligência lógica maior e mais poderosa que os humanos jamais teriam, acabaram concluindo que nós éramos a grande praga do mundo e buscaram destruir a nossa espécie.

A questão é que todo e qualquer sistema de inteligência artificial se baseia em uma espécie de lógica unidirecional: ao encontrar um problema, ele buscará resolvê-lo da maneira mais eficiente possível. Sim: parte das tentativas de resolução resultará em falhas, naturalmente – e sistemas inteligentes aprenderão a não repetir mais essas falhas enquanto engendram outras possibilidades de solução. Seja por matemática ou tentativa e erro, o objetivo de um robô sempre será resolver um problema colocado diante de si, algo que eventualmente ele conseguirá fazer com uma velocidade e qualidade muito maior que o mais genial dos humanos. Robôs são eficientes.

O problema é justamente este: sistemas de inteligência artificial estarão sempre atrelados a um objetivo (e, portanto, desconectados de um ambiente caótico como é o funcionamento do cérebro humano).

Recorro a um exemplo simples, quase simplório, para me explicar melhor: o Post-it. A criação deste que é um dos mais rentáveis produtos do mundo foi uma espécie de erro de cálculo, de falha. Na prática, os seus criadores estavam buscando desenvolver uma cola hiper-resistente, chegando, obviamente que por uma falha de percurso, no que se pode considerar uma pseudo-cola fraca o bastante para ser quase inútil.

Se o processo criativo estivesse sendo determinado por um robô, ele rapidamente aprenderia com o erro, descartaria a cola fraca e seguiria tentando criar a sua super-cola, provavelmente com um sucesso mais rápido que seus pares humanos. Seu objetivo seria esse, afinal – e robôs não mudam de rota.

O humano que viu essa pseudo-cola gerada por um erro, no entanto, acabou criando um novo produto, com um novo propósito, a partir de todo um conjunto caótico de sinapses que ocorreram no fundo do seu cérebro. Deve ter pensado em papéis soltos na sua mesa de trabalho; no quanto seria útil se ele conseguisse colar lembretes em seu mural; na necessidade desses lembretes serem descartados facilmente no instante em que fossem resolvidos; e assim por diante. Deve ter pensado em todo um conjunto de problemas humanos que computadores jamais teriam – e foi desse conjunto de pensamentos absolutamente desconectados do objetivo de desenvolver a super-cola que ele acabou concebendo o Post-it.

Ao invés de mudar a fórmula da invenção que buscava para atender ao desafio originalmente colocado diante de si, ele mudou o objetivo para encaixar a fórmula “falha” que criou por acidente de percurso. Inverteu-se a lógica em um processo que, sob a ótica do propósito original, foi absolutamente ineficiente.

O que o humano fez que um robô jamais faria? Ele mergulhou fundo no caos de seus pensamentos, ainda que de maneira inconsciente, e teve o estalo de se desconectar de seu objetivo primário e fugir de toda uma linha própria e estabelecida de raciocínio. Ele mudou de raia, por assim dizer, e preferiu adotar uma espécie de caminho ilogicamente mais longo, torto, quase conscientemente “errado”.

E é precisamente isso que robôs jamais conseguirão fazer por um motivo simples: eles não tem inconsciência e nem consciência, elementos fundamentais para que consigamos raciocinar de maneira livre e caótica.

Sim: sistemas de inteligência artificial são solucionadores de problemas muito, mas muito mais eficientes que os humanos (e precisamente pela mesma falta de consciência e inconsciência que nos caracteriza e nos faz “mudar de raias” de maneira tão fácil). Só que inovação não é pautada pela habilidade de se resolver problemas: ela é, antes de mais nada, pautada pela capacidade de se detectar os problemas.

E isso sim requer algo que vai muito além de um conjunto de fórmulas programadas em um computador.

A realidade imitará a ficção nas cidades do futuro?

De maneira geral, é inegável que a nossa realidade tecnológica em muito se deve às imaginações de escritores que, empolgados, conceberam coisas como viagens interplanetárias e comunicadores instantâneos. Na vida real, a realidade imita a ficção – e parece haver pouca dúvida quanto a isso. 

Mas essa observação não significa, obviamente, que toda invenção efetivamente saia do papel e transforme o nosso mundo. Enquanto algumas servem para moldar os nossos destinos, outras servem apenas – se é que a palavra “apenas” pode ser utilizada – para nos inspirar. 

Pois bem: recentemente, a CNN publicou algumas imagens de um concurso de arquitetura chamado eVolo. Vale conferir a galeria de imagens que eles publicaram no site (clique aqui ou nas imagens abaixo): há desde prédios cobertos por drones a datacenters na Islândia (viabilizando o refriamento natural de servidores) e uma visão de um Central Park rodeado por um cenário absolutamente rural, capaz de fazer a mente acreditar que está em um local bem diferente de Nova York. 

Em geral, no entanto, as preocupações apontam para as mesmas tendências: sustentabilidade aliada a uma maior sensação de contato com a natureza. 

Confira por conta própria:

A verdade inexistente, parte 1

Graciliano Ramos costumava dizer que, ao escrever um livro, ele extraía dos acontecimentos pequenas parcelas e jogava o resto fora.

Isso é até meio óbvio: a verdade dos fatos, quaisquer que sejam eles, nunca será realmente conhecida uma vez que sempre dependerá do entendimento de quem os testemunhou ou protagonizou. Em outras palavras: na vida real, a linha que separa realidade da ficção é absolutamente inexistente – e nós só conhecemos a ficção.

O que está acontecendo com o Brasil em meio a essa crise? Pergunte a um petista e ele responderá: “uma tentativa de golpe”; pergunte a um oposicionista e ele responderá: “a deposição constitucional de uma presidente que praticou atos de ilegalidade”.

Vá a uma livraria e você encontrará a história deste nosso momento político contado em obras distintas e com versões opostas. E é até provável que, no futuro, apenas uma versão acabe se impondo como “a verdade” – mas dificilmente ela será uma fotografia perfeita do que efetivamente aconteceu, nos mínimos e mais precisos detalhes.

Fatos, afinal, nunca sobrevivem às suas próprias versões – e versões são enviesadas por natureza, por definição. O viés é o inimigo que sempre briga, derrota e assassina, sem maiores pudores, a “verdade”.

 

Esse exemplo sobre o Brasil chegou a este post por obra do puro acaso: em verdade, tudo o que conhecemos, da vida dos nossos presidentes, da história dos grandes herois da humanidade, das origens das religiões… tudo, claro, chegou e chega até nós a partir de histórias contadas por terceiros com a mesma “receita” explicitada pelo Graciliano Ramos.

Ironicamente, a única verdade que podemos confiar é que não conhecemos e jamais conheceremos o que realmente aconteceu em nosso passado: sabemos apenas o que nos contam.

O mundo, portanto, tem a sua história e o seu destino definidos não pelos grandes personagens – alguns dos quais podem sequer ter existido – mas sim pelos seus grandes historiadores agindo em causa própria.

Quer mudar o mundo? Aprenda a contar histórias.

Prisma-430

Que tal voar até a esquina?

Que tal vestir o seu próprio jato e voar até uma lanchonete que estiver com vontade de ir em alguma outra cidade? Pois é: a distância sempre foi um problema para a humanidade. E provavelmente sempre será dado que é um conceito absolutamente relativo.

Apenas para ficar em um exemplo, a percepção de distância entre São Paulo e Rio de Janeiro, hoje, é certamente muito menor do que há 300 anos.

Mas isso não significa que essa mesma percepção não possa ser encurtada ainda mais, facilitando deslocamentos, comunicações e causando disrupções muito mais dramáticas do que as que estamos acostumados. Pode ser que ainda não estejamos no tempo em que todos possamos vestir os nossos jatos pessoais e cruzar os céus das nossas cidades…

Mas esse futuro certamente não está mais tão distante assim. Tem dúvidas? Veja o vídeo abaixo – que é 100% real, diga-se de passagem:

Uma cidade flutuante

Sabe a coisa mais incrível sobre inovação? O seu ciclo.

Cidades, hoje, são recheadas de problemas: há pouco espaço para muita gente, uma geração ridícula de lixo, poluição e insatisfação em praticamente todas as esferas. O caos.

Recentemente, o TechInsider publicou um vídeo sobre como seria a cidade do futuro, aproveitando o vasto oceano e feita de maneira impressionantemente sustentável.

Este “novo mundo”, claro, eliminaria muitos dos nossos problemas. A consequência seria (ou será, quem sabe?) óbvia: o surgimento de novos problemas até hoje inexistentes.

Não dá para dizer se um dia esse projeto sairá do papel – mas dá, sim, para nos maravilharmos com o ciclo infinito de caos-inovação-caos-inovação-caos. A cada busca de solução, afinal, a humanidade cria mais e mais problemas que precisam ser solucionados. E o pior: é precisamente esse equilíbrio que nos mantém no rumo da evolução.

Sensacional.

O futuro de storytelling 3: Realismo e Idealismo

Choques entre gerações já são discutidos desde que os Baby Boomers passaram a dominar os mercados. De lá para cá, gerações X, Y e, agora, a Z, passaram a dominar as atenções. 

E, claro, a cada mudança, modelos novos de engajamento e storytelling como um todo se revolucionam. 

Para a bola da vez – a Geração Z – os desafios de comunicaço mudaram de novo. Claro. 

Em uma geração nascida em um mundo globalizado, minúsculo, com desafios econômicos e sociais absolutamente palpáveis, o objeto de desejo deixou de ser a busca pela perfeição e passou a ser a busca pela autenticidade. 

Entender essa geração – por onde o futuro da humanidade passa, aliás – é fundamental. 

Confira abaixo:

O futuro de storytelling 1: Entre na página

Recentemente, um evento chamado FutureOfStoryTelling foi realizado lá nos Estados Unidos. O objetivo era tão claro quanto óbvio: compartilhar experiências importantes na evolução desta que é a arte que mais nos caracteriza como seres pensantes: a narrativa. 

Claro: há diferenças brutais entre rabiscos de mamutes e rios feitos por homens das cavernas e tecnologias 4D e realidade virtual. Mas perceba que, entre uma e outra era, a grande distinção é a tecnologia, em sua definição mas bruta, permitindo métodos diferentes de expressão. 

E o futuro? O que, hoje, já está sendo testado que pode nos dar pistas (ou ferramentas) que nos permitirão aprimorar essa arte? 

Pelos próximos dias, postarei aqui no blog alguns vídeos ilustrativos de casos apresentados no evento – a começar por este, abaixo. 

O título é sugestivo: ‘Entre na página’. 

Boa viagem.