[Algoritmos & Robôs: Os novos públicos-alvo das marcas] SEO e robôs determinando o que se vê

Em linhas gerais, há quatro maneiras de um usuário chegar a um determinado conteúdo online:

  1. Acessando diretamente o endereço do conteúdo em seu navegador
  2. Se deparando com uma recomendação do conteúdo via redes sociais
  3. Se deparando com uma recomendação do conteúdo em outros sites
  4. Pesquisando um determinado assunto em um buscador

Não nos enganemos: quando se fala de buscadores, se fala de Google – e a sua relevância é absolutamente determinante para o sucesso de um conteúdo, como comprova o marco de 2,3 milhões de buscas feitas em sua plataforma a cada segundo[1].

Uma pesquisa feita pela norte-americana Moz[2] sublinhou a importância do buscador para todo o mercado moderno:

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Só que, claro, estar indexado no Google não é sinônimo de ser clicado. Ao contrário: a mesma pesquisa indica que 86% dos usuários não passam da terceira página de resultados, como pode ser visto no gráfico abaixo:

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O que isso significa? Que, para ter um conteúdo bem acessado, é fundamental que ele apareça como resultado de busca nas três primeiras páginas do Google.

Ou, colocando em outros termos: para ter um conteúdo bem acessado, é fundamental convencer o Google a posicioná-lo nas suas três primeiras páginas.

Perceba que a diferença entre uma frase e outra é que, na segunda, há uma atitude muito mais clara e verbalizada em relação ao buscador. Não é por ele ser um sistema, afinal, que ele não possa ser convencido ativamente de algo.

E como se convence um sistema como o Google a priorizar o seu conteúdo?

Há toda uma disciplina regendo isso: SEO, ou Search Engine Optimization. Em geral, trata-se de um conjunto de regras que facilita o buscador a relacionar o seu conteúdo com uma determinada busca de um usuário.

Neste ponto, é importante entender que estamos argumentando com um conjunto de algoritmos e não com pessoas. O que convence um sistema, portanto, é um conjunto bem articulado de fatores técnicos, tão objetivos quanto eles.

O problema é que, se todas as boas práticas para otimizar um conteúdo forem seguidas por todos, o conceito de otimização em si cai por terra, criando um paradoxo crítico. O Google lida com isso alterando, com alguma frequência (cerca de 500 vezes por ano), as regras que fazem um determinado conteúdo se sobressair em relação a outros – sempre buscando afinar os resultados que indica à demanda real dos usuários.

Isso é crucial inclusive para a sua sobrevivência: se ninguém encontrar o conteúdo exato que busca no Google, o próprio Google acaba caindo em desuso.

Como, portanto, fazer um sistema entender a relevância de uma busca qualquer? Por mais que os pesos de cada um dos fatores mude na composição desse índice de relevância, alguns devem sempre ser observados, como:

  • O conteúdo precisa ser relevante de verdade: No passado, o Google entendia que se um usuário fazendo uma busca clicasse no seu site, o site em si era relevante. Hoje, as regras são outras: toda uma diversidade de fatores, incluindo o tempo que ele passou no seu site e quantidade de páginas pelas quais navegou, são consideradas. Ou seja: se o conteúdo não for realmente a resposta para a busca do usuário, ele fatalmente perderá relevância.
  • Destaque para respostas, não palavras: Hoje, 75% das buscas feitas no Google são frases com 3 a 5 palavras. Quanto mais o título de um determinado artigo se assemelhar a essas palavras, mais relevância ele terá pelo buscador. Ou seja: ganha o artigo cujo título mais se assemelhar à pergunta feita pelos usuários.
  • Tamanho importa: Por incrível que pareça, páginas com mais conteúdo são consideradas mais relevantes. Artigos com algo entre 1.200 a 1.500 palavras, por exemplo, performam melhor que artigos com 300 palavras.
  • Originalidade: quanto mais conteúdo único, autoral, o site tiver, mais importante ele será. Replicar conteúdos por diversas plataformas, nesse caso, acaba tirando relevância.
  • Imagens únicas: A mesma regra de originalidade vale para imagens: quanto menos padronizadas, típicas de bancos de imagens, melhor.
  • Responsividade: O crescimento do uso de smartphones e tablets fez com que sites adaptáveis às suas interfaces menores se transformassem m um critério determinantes para a priorização.
  • Um mundo de coisas técnicas: Além dessas questões relacionadas ao conteúdo em si, há todo um mar de fatores técnicos como a maneira com que o endereço da página é construída, a existência de links no meio do texto, o uso de palavras-chave e assim por diante.

Montar um texto, hoje, vai muito além de construir um conteúdo que agrade a um público humano: é fundamental elaborá-lo para agradar aos algoritmos do Google. São estes algoritmos que priorizarão o conteúdo nos resultados de busca, ampliando, assim, toda a audiência.

Embora trabalhar o SEO de um conteúdo Web não seja exatamente a mesma coisa que conversar ativamente com um robô nas redes sociais, o princípio continua sendo o mesmo: a relevância depende de uma interação que vai muito além do universo humano.

[1] Fonte: http://expandedramblings.com/index.php/by-the-numbers-a-gigantic-list-of-google-stats-and-facts/

[2] Fonte: https://moz.com/blog/new-data-reveals-67-of-consumers-are-influenced-by-online-reviews

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