[Como gerir marcas na era dos micromomentos] Capítulo 20: O custo da falha

Olhemos, então, sob uma ótica mais pessimista: e se um determinado posicionamento, produto ou serviço falhar?

O primeiro ponto que se deve entender sobre a falha é que seu custo, hoje, é mínimo. Veja o gráfico abaixo[1], que compara investimentos em diferentes meios de comunicação.

Screen Shot 2016-05-06 at 3.06.00 PM

O raciocínio por trás dele é simples: a capacidade de segmentação de público via Internet é tão intensa que o custo para se impactar um usuário alvo é, hoje, ínfimo. Ou seja: consegue-se chegar em quem se deseja com uma facilidade tão grande que errar, sob esse aspecto, acaba trazendo um custo quase marginal.

Poderia se argumentar, no entanto, que um posicionamento mal feito gera prejuízos potencialmente maiores do que qualquer investimento em mídia. E sim, isso realmente é inegável.

O que não se pode perder de vista, no entanto, é que não se consolida um posicionamento da noite para o dia: mesmo considerando a curta memória dos millennials e a superficialidade com que consomem informação, são necessários meses de investimento em presença de marca para fazer um discurso colar.

É aqui que o papel principal dos profissionais de marketing muda: ao invés de planejar, analisar resultados em tempo real para deliberar sobre eventuais mudanças de rumo, sutis ou radicais, passa a ser muito, muito mais importante.

Em suma: deve-se trocar boa parte do tempo investido no planejamento por processos bem elaborados de mensuração de resultados. Se forem positivos – convertendo vendas ou chegando a qualquer que seja o indicador buscado – basta ampliar o investimento até que ele deixe de fazer sentido; se forem negativos, basta adaptar ou mudar o conceito e começar de novo. Ao vivo. Em tempo real.

Não se trata apenas de perder o medo de errar: trata-se de entender que abraçar a possibilidade do erro, tendo claros métodos que permitam correções de rota ágeis, é muito mais barato do que consumir meses ou anos planejando o acerto perfeito.

[1] IBOPE e Facebook, 2014

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s