[Como gerir marcas na era dos micromomentos] Capítulo 16: Micromomentos estão restritos a millennials?

De maneira alguma. A melhor maneira de entender a relação de um com o outro, aliás, é novamente olhando as revoluções do passado.

Em grande parte, a Revolução Francesa foi encabeçada por estudantes e jovens líderes que guiaram a população pela aniquilação do status quo. Eles foram, por assim dizer, os early adopters de um novo conceito de hierarquia política e social – mas decididamente não foram os únicos.

Por serem mais comunicacionalmente ativos, seus ideais rapidamente se espalharam pelas mais diversas demografias, incluindo os mais idosos – muitos dos quais acabaram assumindo os cargos de maior relevância na nova organização que surgiu no pós-Bastilha.

Do ponto de vista dos micromomentos, os millennials não devem ser encarados como um perfil demográfico isolado e sim como a ponto de início de uma mudança social maior, quase onipresente.

Hoje, por exemplo, mesmo quem nasceu antes de 1980 fatalmente convive com marcas como Facebook, Apple, Netflix, Spotify, Whole Foods ou Virgin, todas absolutamente pautadas pelo conceito de micromomentos dos millennials. Conviver com essas marcas significa também “receber” seus produtos, tanto informacional quanto comercialmente, da mesma maneira que um jovem nascido em 1990.

Colocando em outros termos: o que faz o sucesso de marcas que se pautam pelo conceito de micromomentos não é o foco em millennials, mas sim o entendimento de que todo e qualquer público, em qualquer momento da história da humanidade, sempre tem a sua forma de pensar moldada de acordo com os perfis mais comunicacionalmente ativos.

Quem tem 40 anos de idade hoje pode não ser, oficialmente, um millennial – mas já pensa de maneira muito mais semelhante a alguém de 20 anos hoje do que a alguém que tinha 40 anos em 1970.

O motivo é simples, óbvio: pirâmides demográficas, principalmente etárias, não tem suas camadas hermeticamente isoladas umas das outras. Há ondas de contágio conceitual em que a maneira de pensar de uma camada acaba eventualmente se espalhando pelas demais.

Hoje, entender os millennials é fundamental para qualquer marca – mesmo que seu público pertença a uma categoria absolutamente distinta.

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