[Como gerir marcas na era dos micromomentos] Capítulo 14: Entram em cena os millennials

Toda era é, em grande parte, definida por uma determinada demografia. No caso da Era dos Micromomentos, seus principais atores são os millennials: pessoas nascidas entre 1980 e 2000 e que, portanto, formam a maior parcela da população economicamente ativa do mundo.

São pessoas que, se não nasceram coladas a monitores de celulares e tablets, aprenderam desde cedo que informação existe em abundância e que basta um clique para ter acesso a ela.

A importância disso? A mera existência de informação abundante impõe, quase que como ferramenta de sobrevivência social e mercadológica, que o tempo de cada um seja mais utilizado para passear por um volume maior de conteúdo em detrimento de um aprofundamento menor.

Troca-se qualidade por quantidade, em outras palavras.

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A origem da Era dos Micromomentos é precisamente esta: como não há tempo ou disposição para se adensar em grandes temas, as populações como um todo se satisfazem com um mínimo necessário – o que quer que seja isso – para formar a sua opinião e se mostrar socialmente ativo, relevante.

Vamos a algumas estatísticas básicas sobre os millennials:

Dado Reflexo no comportamento
78% preferem gastar dinheiro com experiências do que com objetos[1] A felicidade não está em bens materiais, mas na coleção de experiências de vida
77% afirmam que suas melhores experiências foram obtidas ao vivo[2] O momento ideal é sempre o agora
69% dizem se sentir mais conectados ao mundo e à comunidade pelo simples ato de se engajar e participar ativamente de algo[3] Conexão = protagonismo
69% alegam ter FOMO (Fear of Missing Out) – uma fobia de perder alguma experiência qualquer que poderia ser memorável[4] O ideal é ser onipresente
Em média, um americano consome hoje 18 horas diárias de mídia[5] Não existe algo como “consumo excessivo de mídia”
82% se informam predominantemente online. 60% dos millennials “topam” com a informação por canais sociais e 39% buscam ativamente – em grande parte para terem assunto para conversar com os amigos[6] Notícias servem para se poder expressar opiniões com agilidade, não para compreender o mundo
Em média, cada millennial usa 3,7 redes sociais diferentes[7] Não há um único canal: hoje, estar presente na maior rede não é o mesmo que falar com a maioria.

[1] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[2] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[3] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[4] Fonte: EventBrite, jul/ 2015

[5] Fonte: The Wall Street Journal, mar/ 2014

[6] Fonte: The Wall Street Journal, mar/ 2014

[7] Fonte: The Wall Street Journal, mar/ 2014

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