[Como gerir marcas na era dos micromomentos] Capítulo 5: As marcas na Era dos Grandes Momentos

Como as marcas sobreviviam nesse período?

Uma das primeiras marcas comerciais modernas – com logotipo, logomarca e um time de marketing responsável por zelar por ela – que se tem conhecimento é a de um whisky, o escocês Old Smuggler, de 1835.

Apenas para contextualizar, nesse ano o mundo estava em plena revolução industrial; Darwin começava a sua viagem no HMS Beagle, que originaria toda a Teoria Evolucionista; o Reino Unido executava, pela última vez, dois prisioneiros acusados de “prática de homossexualismo”; e o Brasil escravagista, em pleno período regencial, testemunhava toda uma pletora de inquietações como a Revolta dos Malês, na Bahia, e a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul.

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Como reflexos das sociedades que as pariram, marcas estavam sujeitas às mesmas “leis naturais”, por assim dizer.

Tudo era pensado no longo prazo: da mesma forma que ideologias levavam tempo para se consolidar e “acontecer”, marcas também precisavam de anos para alcançarem, conquistarem e serem devidamente reconhecidas pelos seus públicos.

A descoberta do reconhecimento

Inovação, claro, nunca foi fruto do acaso. Para alguma mudança ocorrer, era antes necessário ter clara alguma demanda que não estava sendo suprida pelas ofertas no mercado.

Até aí, nenhuma novidade.

Mas o que, exatamente, propiciou o surgimento de um logo que estampasse uma garrafa de whisky na Escócia do começo do século XIX?

A resposta chega a ser óbvia: concorrência.

O primeiro objetivo de uma marca comercial não era o de representar algo mais profundo, denso: era apenas o de aparecer melhor para um determinado público.

Assim, enquanto todos os whiskies eram relativamente idênticos nas prateleiras dos pubs, um lampejo de genialidade fez com que uma empresa pensasse em algo para se destacar.

A aposta era simples, quase simplória. E funcionou.
Bastou um logo bem engendrado para que todos os frequentadores de pub do Reino Unido pudessem identificar, visualmente, o sabor que estavam buscando para as suas gargantas secas.

Estava descoberto o reconhecimento.

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