Percepção vs. Realidade 2

Veja esse gráfico abaixo:
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Ele compara a percepção com a realidade no cenário do crime nos Estados Unidos. A linha de baixo é a realidade, que se manteve relativamente estável desde o começo da década de 90. A linha de cima é a percepção, sempre muito pior que ela.

Curiosidade: desde que a Internet efetivamente explodiu, tornando a comunicação muito mais dinâmica e instantânea, a percepção de criminalidade cresceu quase ano a ano.

Há uma explicação para isso: prestamos muito mais atenção a notícias ruins do que a boas, em grande parte pelo mesmo fator genético que comentei no post de ontem. E, com mais notícias sendo espalhadas via redes sociais, a nossa capacidade de fixação em um volume tenebroso de más notícias apenas aumenta.

Há também uma observação muito importante aqui: é a percepção que dita os rumos de uma sociedade uma vez que a demanda, enquanto conceito, depende dela. Para ficar em um exemplo: a não ser que estejamos falando de um soldado em plena zona de guerra, ninguém compra um carro blindado porque precisa dele, e sim porque tem a percepção de precisar. São coisas diferentes.

Ainda assim, é essa percepção – e apenas ela – que cria (ou destrói) mercados inteiros.

 

 

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