Vivas ao nomadismo digital!

Estive na Argentina recentemente. Não fui fazer nada relacionado a trabalho mas sim a uma paixão pessoal: correr por longas distâncias. Na prática, fiz uma corrida de 3 dias de duração pelos Andes, acumulando um grau de endorfina que dificilmente conseguiria no Parque do Ibiraquera.

Não tirei férias e nem deixei de trabalhar: a corrida em si aconteceu em uma sexta, um sábado e um domingo. Mas, obviamente, precisava chegar uns dias antes e sair uns dias depois.

O que fazer? Bom… essa ideia de que para trabalhar precisamos de um local fixo nunca me fez muito sentido. Nos tempos em que vivemos, basta um computador e uma rede wi-fi: o resto é com as nossas mentes que, naturalmente, estarão sempre pregada aos nossos corpos (e não a um escritório).

Meu cotidiano na pequena vila de San Martin de Los Andes, onde fiquei, era simples: acordava cedo, ia até um café, jogava âncora e ficava trabalhando de lá. Como sempre fiz muitas reuniões via Hangout e Skype, muitos dos meus pares sequer souberam que estava trabalhando de frente para as montanhas na Patagônia.

E ainda tive um bônus: a inspiração trazida quando se está fazendo algo pessoal que se ama é tanta, mas tanta, que produtividade e qualidade de trabalho praticamente explodem. Produzi muito mais dos Andes – e em muito menos tempo – do que teria produzido sentado na minha mesa aqui em São Paulo.

A vida certamente pode ser muito menos fixa do que ela é – e para o bem de todos nós.

(A propósito, essa era a minha vista pela manhã):

  

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