Seria uma nova Atlântis a solução para a superpopulação das grandes cidades?

Não é que não haja espaço na terra para se criar novas cidades ou povoamentos humanos. Verdade seja dita, ainda há muito, mas muito espaço desocupado e que seria perfeito para abrigar comunidades nossas. 

Ainda assim, a praga da superpopulação fica nítida, por exemplo, quando se observa manchas urbanas em países como Índia, China e mesmo Brasil. E manchas urbanas estão longe de ser ecossistemas organizados: o volume de pessoas é tão desproporcional que toda uma cauda de poluição (sólida, líquida e gasosa) se soma a males como a miséria e a fome dos que não conseguem os seus lugares ao sol. 

Cidades, afinal, não crescem de maneira planejada, estruturada: elas são consequência das oportunidades geradas pelas suas próprias populações. Tome São Paulo como exemplo: de uma vila minúscula, pobre e distante de tudo até o século XIX, ela se transformou na maior locomotiva capitalista do país ao ponto de sugar migrações de todo o resto do Brasil. Ela estava preparada para isso? Obviamente que não. Ainda não está, aliás. 

 Veja o raciocínio que isso puxa: em busca de oportunidades melhores de vida, populações inteiras emigram escolhendo os locais que parecem mais adequados aos seus sonhos de futuro. Essas emigrações, por seu caráter comunitário, acabam elegendo sempre locais semelhantes, gerando superpopulações súbidas e transformando o ideal buscado em uma nova espécie de caos que, aos poucos, começa a expurgar os seus habitantes e a gerar novas ondas de emigrações. 

Nesse ciclo infinito, há todo um rastro de destruição sendo deixado. Há como resolver isso? 

Honestamente, não acredito. Ondas migratórias são mais consequência do que causa. E o que as causa é sempre um conjunto de fatores essencialmente imprevisíveis. Mas a minha opinião, claro, é minha – e nao necessariamente compartilhada por mais ninguém. 

Vivendo no mar?

O fato é que buscas por inovações que anulem esse caos populacional nunca cessaram de existir – e, recentemente, uma está causando alvoroço: as torres aquáticas. 

O raciocínio é simples: se conseguirmos “inserir” grandes agrupamentos de pessoas em comunidades autônomas hermeticamente organizadas, a necessidade de emigração praticamente desapareceria. E qual o lugar ideal para fazer isso? O mar. 

Essa é, pelo menos, a ideia do arquiteto belga Vincent Callebaut com o seu projeto Aequorea. Nele, “eco-vilas” submarinas, com cerca de 1km de tamanho (chegando ao fundo do mar) e construída a partir de resíduos como plásticos e outros lixos jogados fora pelo homem, se transformariam quase em um novo continente. No projeto, cada uma das torres comportaria cerca de 20 mil pessoas, gerando novas oportunidades e viabilizando um crescimento muito mais sustentável, por exemplo, do encaixando mais casas e prédios nas grandes metrópoles. 

O projeto ainda é ultra-utópico, claro – mas a sua fase de planejamento é, no mínimo, cativante. Vale conferir algumas imagens, abaixo, e o próprio site do projeto que, curiosamente, tem o mar do Rio de Janeiro como “base”.

   
   

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