Mais um computador substituindo humanos: conheça o Watson

Pedreiros sendo substituídos por uma máquinas que “imprimem casas”, programadores sendo trocados por um sistema com capacidade de criar outros sistemas e assim por diante. Já postei aqui no blog, em algumas ocasiões, inovações absolutamente práticas feitas para resolver problemas reais e que, como efeito colateral, anulam boa parte da necessidade de humanos.

A incansável busca pela inovação

Antes, vale apenas reforçar algo que já comentei algumas vezes: inovações de sucesso são soluções práticas para problemas reais. Sob este ponto de vista, e considerando ainda que o mercado caminha sempre no sentido de criar soluções, podemos também partir do pressuposto que a melhor maneira de prever o futuro é observar o presente e tirar dele tudo o que não fizer sentido.

Faz sentido gastar milhões para contratar uma infinidade de trabalhadores humanos que levarão anos para erguer um prédio? Não se pudermos “trocá-los” por uma máquina capaz de fazer a mesma tarefa em questão de dias.

Faz sentido se gastar fortunas com programadores se alguns dos sistemas podem ser inteligentes ao ponto de criar novos sistemas – com maior precisão e menos custo? Obviamente que não.

E nem entrarei aqui na questão do impacto mercadológico. Sim, é também óbvio que trocar gente por máquina gerará massas gigantescas de desemprego, principalmente em países cujas economias são sustentadas por mão-de-obra pouco qualificada. Mas o mercado que, quer queira, quer não, é soberano, costuma também ser implacável. Qualquer solução que custe menos e gere mais será sempre preferida.

O efeito colateral

O curioso é que esta mesma lógica que tem feito a humanidade evoluir imensamente (e positivamente) ao longo dos milênios pode ser também o seu fim. Já imaginou se todas as tarefas – todas – pudessem ser desempenhadas por máquinas? O que haveria para fazermos? Como sobreviveríamos? E em que momento máquinas com a inteligência para, por exemplo, criar programas complexos de tecnologia, passariam a pesar os pros e contras de ter humanos interferindo em suas decisões?

Se tudo isso parece ficção científica, uma versão do Exterminador do Futuro, veja os dois links do começo deste post: máquinas que fazem casas e programas que criam outros programas já são realidade.

Elementar, meu caro Watson

Na mesma direção, já há também um sistema, desenvolvido pela IBM, capaz de realizar todo o atendimento ao consumidor com uma excelência maior que qualquer call center moderno (mesmo porque, convenhamos, esse não é exatamente um setor reconhecido pela qualidade).

Recapitulando: a IBM não criaria este sistema, batizado de Watson, se não houvesse uma oportunidade clara de mercado traduzida em um problemas a ser resolvido. Há.

Ela simplesmente foi atrás da solução.

E a criou.

E sabe do que mais? Ele já está fluente em português e, a partir de 2016, será um atendente do Bradesco.

Há um vídeo da Engadget que mostra o Watson “americano” jogando (e ganhando) o famoso Jeopardy, ao vivo, na TV.

Vale conferir: eventualmente, todos nós seremos medidos a partir dos filhos e netos do Watson.

 

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