A infelicidade da Geração Y

Trabalho há anos com representantes perfeitos da Geração Y: pessoas nascidas lá entre 1980 e 2000 e que, portanto, já cresceram em plena Era da Informação. Não vou me alongar aqui falando sobre a peculiaridades etárias uma vez que, de fato, não há muito consenso entre a faixa etária exata que compreende esses jovens. Mais importante do que isso é saber que são pessoas movidas pelo senso de imediatismo e de recompensas de curto prazo, que gostam de novas aventuras, que não nutrem tanto respeito por autoridades e que vivem em um mundo de redes sociais em que o próprio conceito de privacidade é muito, muito diferente do que era lá no passado.

De toda forma, achei um gráfico na Web que explica bem algumas das diferenças chave entre gerações:

talent-acquisition-and-management-of-tomorrows-workforce-the-gen-y-25-728

Há um problema para nos enxergarmos nessa tabela: o próprio conceito de “veteranos” e “baby boomers” foi criado nos Estados Unidos com base principalmente nos efeitos da II Guerra Mundial – algo que impactou o Brasil em uma escala muito, muito, menor. Como está o Brasil do ponto de vista de choque de gerações, então? Assim:

brasil

Tá: curiosamente muito parecido com os EUA.

Enfim, sigamos.

Voltando ao primeiro quadro, perceba que o senso de imediatismo somado a um alto grau de exposição pessoal são praticamente sinônimos tanto da Geração Y quanto da Z, que veio depois.

Por um lado, isso significa um conjunto de personalidades absolutamente voltada ao empreendedorismo do tipo mais corajoso, engajado. Perfeito.

Mas há um outro estudo que me chamou bastante atenção: um que reforça que os membros da Geração Y são, para colocar em uma única palavra, infelizes. Ou em duas: infelizes e frustrados.

Há um gráfico que exemplifica isso bastante:

millenials

Nele, Ana é o personagem central: uma jovem nascida na década de 90 e, portanto, carregando todos os traços geracionais que estamos falando aqui. E por que ela é infeliz?

Colocando em dois termos simples:

Ela se acha inferior a todos os seus amigos principalmente porque eles expõem as suas imagens em redes como as de vencedores, de protagonistas de seu tempo. Da mesma forma que ela faz, diga-se de passagem, mesmo ciente de que a realidade é outra. O resultado disso? Inveja.

Em paralelo, as expectativas que a Ana nutria (e nutre) para si mesmo são altas, gigantescas, beirando o inalcançável. O que acontece quando não se consegue chegar sequer perto do que se busca? Frustração.

A soma disso tudo é, claro, tristeza.

O que nos resta saber é se estamos, de fato, caminhando rumo a um mundo mais triste.

Talvez, apenas talvez, essa frustração seja um ingrediente fundamental para a inovação no sentido de motivar a Geração Y a batalhar cada vez mais pelo lugar que acredita ser seu.

Se for este mesmo o caso, nos resta lamentar por estarmos em um mundo que tem a tristeza como principal caminho para um paradoxal “futuro melhor”.

Para ler o artigo completo sobre a infelicidade da Geração Y, clique aqui.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s