Por que gostamos de acreditar no que soar mais esquisito?

Eu sempre me indignei com o conceito de milagres. Se, ao longo de toda a história antiga, foram tantos e com tanta frequência, porque eles foram deixando de aparecer no mesmo ritmo em que a ciência evoluía?

Não há resposta para essa pergunta. Ou melhor, há: a de que acreditamos sempre no que queremos acreditar com base no nosso repertório coletivo de conhecimento. Em uma sociedade altamente religiosa e pouco educada, portanto, é mais fácil crer que um meteoro cruzando os céus é uma mensagem de Deus do que, claro, um meteoro cruzando os céus. O cristianismo inteiro, diga-se de passagem, provavelmente deve a sua existência a esse exemplo: foi por conta dessa interpretação equivocada de um astro que Constantino se converteu e mudou a religião oficial do Império Romano.

Michael Sheerer é um sujeito que se especializou em caçar mitos e entender porque, exatamente, a humanidade é tão predisposta a acreditar em “coisas esquisitas” pelo simples fato de parecerem inexplicáveis. Para quem nutre ceticismo como um dos valores mais preciosos da nossa capacidade intelectual, vale muito a pena conferir essa palestra que ele deu no TED:

 

 

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