O que o tempo não faz: a fundação do Rio

Esse vídeo não é especialmente chocante, disruptivo ou nada do gênero. Ainda assim, quis postá-lo aqui pelo simples fato de que ele ilustra como movimentos transformadores são acelerdos na medida em que uma sensação de controle é garantida. 

Em linhas gerais: há 500 anos, tudo era mato com meia dúzia de tribos espalhadas pela região da Baía de Guanabara. 

Depois, vieram franceses querendo um naco do Brasil, montando seu quartel general em uma ilha com vista ao Pão de Açúcar e firmando uma aliança com os Tamoios. Imediatamente depois, ao sentir a ameaça às suas descobertas, os portugueses aceleraram planos, expulsaram seus conterrâneos europeus e começaram a erguer uma cidade. 

De uma situação de frágil – porém duradoura – ordem sócio-política, um punhado de estrangeiros decidiram firmar uma bandeira. Estava plantada ali a origem do caos “neo-pindorama”, colonial. Imediatamente depois, na busca de “restaurar uma ordem” mais imaginária do que real, outros estrangeiros decidiram contestá-la a canhões para “pegar de volta o que lhes era de direito”; e a solução final para garantir o território foi, efetivamente, superpopulá-lo.

O que parece mais caótico? As balas de canhões trocadas entre portugueses e franceses na boca da Guanabara ou a última cena, mostrando o Rio de hoje? 

E sabe o mais curioso? Em tese, a sensação de ordem política e de paz é muito maior nos nossos dias de hoje, mesmo com tantas balas perdidas e guerras de facções, do que naqueles anos sem lei dos grandes descobrimentos. 

A fundação do Rio de Janeiro from Paulo Bastos on Vimeo.

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