Jihads, tal qual as conhecemos, resistirão aos nossos tempos?

Jihads – ou guerras santas, pelo menos como nos habituamos a conhecê-las – não são novidade no mundo. Ao contrário: o volume de sangue derramado em nome de deuses de todas as religiões dificilmente pode ser sequer estimado.

Hoje, no entanto, o próprio conceito de Guerra Santa é intimamente vinculado ao islamismo – em grande parte por ser uma das poucas religiões que ainda a evocam como maneira de salvar almas, conquistar mentes e dominar territórios.

Na era moderna, a Jihad começou a ser mais fortemente utilizada durante a I Guerra Mundial pelos turcos otomanos. Com exércitos relativamente pequenos e pouco treinados e um território vasto demais para ser defendido contra os interesses de britânicos, franceses e russos, apelar para Alá foi o que acabou unindo muitos dos árabes na defesa de um império que já estava se desfacelando.

A receita, ao menos por um bom tempo, funcionou – e foi aí, na constatação prática de que homens podem ser convencidos a morrer pelas suas fés, que a raiz dos pensamentos radicais islâmicos foram plantadas.

Sem a evocação da Jihad, os Otomanos teriam sido aniquilados por completo, reduzidos a pó já nos primeiros meses de combate. De certa forma, a Guerra Santa prolongou as suas vidas com uma eficácia impressionante.

Prolongar a sobrevivência, no entanto, não é o mesmo que evitar a derrota: os Otomanos acabaram perdendo a Grande Guerra e todo o império inteiro passou para a sempre implacável história.

Mas e hoje? O conceito de fé ainda é forte o suficiente para garantir exércitos de “suicidas divinos”, de mártires em nome de uma causa, persistam em números críticos? Entender isso é entender uma parte importantíssima da evolução da mente humana e do futuro da humanidade como um todo.

Ao menos segundo Bobby Ghosh, nesta excelente palestra do TED, derramar sangue em nome de Deus deve finalmente virar passado.

Tomara.

 

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