Que tal fazer alguma coisa diferente todos os dias?

  • 7:00: Acordar. 
  • 7:30: Levar os filhos para pegar a van da escola.
  • 7:40: Engolir o café da manhã. 
  • 8:00: Aterrisar no trânsito. 
  • 9:00: Trabalhar desviando de alguns “tiros profissionais” enquando se dá outros. 
  • 12:30: Sair para almoçar. Ou cancelar o almoço por conta de uma pilha de pendências.
  • 13:30: Continuar em uma rotina de produção de apresentações, relatórios ou saliva em reuniões. 
  • 19:00: Voltar para casa. 
  • 19:30: Dar jantar aos filhos, brincar um pouco, respirar.
  • 21:00: Colocar as crianças na cama. 
  • 22:00: Aproveitar, já sob efeito zumbi, os minutos que restam do dia para fazer alguma coisa inútil como ver TV.
  • 23:00 Desmaiar.

Ninguém nunca disse que a rotina de trabalho na vida adulta seria fácil. Ao contrário: nossos pais sempre alertaram, naqueles momentos em que ser criança parecia chato demais, que estávamos na melhor época da vida e que deveríamos aproveitá-la pois, algum dia, ela passaria. 

Bom… se você está aqui, lendo este post, é porque a infância realmente passou. 

Mas eu, pelo menos, sempre tive dificuldade para aceitar que a infância era mesmo a melhor fase da vida. Não que a minha, pelo menos, tenha sido ruim: não tenho do que reclamar. Mas me parece triste demais que nos 80 ou 90 ou 100 anos que um homem vive, seus anos dourados ocorram quando ele ainda não tem capacidade plena de raciocínio, de entendimento de cada instante que está passando sob os seus olhos. 

Tudo, afinal, é uma questão de perspectiva. 

Assista a meia hora de canal Off, por exemplo. Aquelas abençoadas almas que passam a vida rodando por praias paradisíacas no Pacífico sul, fazendo filmes de qualidade questionável mas com uma fotografia deslumbrante o suficiente para sugar os nossos olhares e corações, certamente discordam de que os tempos áureos da vida passaram. Para elas, posso apostar, o melhor momento da vida é o presente. 

E por quê? 

Honestamente, não acho que seja por conta do Pacífico sul. 

A grande sacada deles é acrescentar algo de imprevisível em suas rotinas na tentativa de eliminar o próprio conceito de rotina. Sabe esse roteiro enfadonho que inseri no início do post? E se ele fosse quebrado a cada mínima oportunidade, seja com uma corrida impensada no parque às 14:00 ou uma ida ao cinema ao meio dia? 

E se algum elemento diferente fosse inserido em um dia-a-dia que cisma sempre em ser igual? 

Talvez seja hora de experimentar. 

Todos temos, pelo menos, 1 a 2 horas relativamente livres que costumamos usar para almoçar. E se usássemos para alguma outra coisa mais útil? E se inseríssemos algum elemento do impensável, do caos, nesse excesso de ordem que é o nosso cotidiano tradicional? 

Eu, pelo menos, estou convencido de que isso não apenas sopraria um mar de inspiração em nossas mentes como também transformaria essa inspiração em inovação pura em qualquer que seja a área da vida que estejamos focando, seja a pessoal ou a profissional. 

E quer saber? Está na hora de experimentar. 

Que tal fazer uma coisa de diferente, de realmente inusitado, todos os dias? Pode ser por 5 minutos ou 24 horas: a ideia é apenas ter algum tempo qualquer para destruir a rotina. 

Começando por agora. 

  

2 comentários sobre “Que tal fazer alguma coisa diferente todos os dias?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s