Clube de Autores e como abraçar o caos pode ser a solução mais inovadora

Publicar um livro no Brasil costumava ser algo difícil.

Havia duas maneiras de se conquistar o direito de brigar por leitores: sendo patrocinado por editoras, algo cada vez mais raro, ou pagando alguns milhares de reais para ter a obra devidamente pronta para ser vendida.

A oferta de títulos para o público final, em qualquer lugar do mundo, era focada em um só elemento: a escassez. Quer saber mais sobre física quântica? É bom torcer para achar um livro que aborde o assunto sob o olhar de um leigo em alguma livraria próxima. Quer um romance histórico? Escolha dentre os publicados, mesmo que eles não satisfaçam exatamente o que prefere.

Quantas vezes, afinal, todos não fomos a livrarias e voltamos de mãos abanando, frustrados por não termos encontrado o livro perfeito para o momento?

O problema é que, na outra ponta, milhões de escritores geram histórias todos os dias sobre absolutamente todos os assuntos – de física quântica a romances históricos passados em uma cidade colonial no interior da Bahia.

Esse desencontro lógico, esse contexto definido ao mesmo tempo pelo excesso de oferta engavetada e escassez de oferta disponibilizada, define um ambiente de caos.

A eliminação desse caos foi a origem do Clube de Autores, primeira empresa brasileira de autopublicação.

Seu modelo: permitir que todo escritor do país possa publicar seu livro online, gratuitamente. No processo, ele ainda diz quanto quer ganhar por venda e, em minutos, tem a sua obra disponibilizada para o mundo.

Na versão digital, a mesma obra  é distribuída para o GooglePlay, iBookstore (Apple), Amazon, Saraiva etc.

Na impressa, cada venda feita no site gera um pedido de impressão 100% sob demanda, integrando uma rede de gráficas em uma logística que, embora complexa, viabiliza a entrega do exemplar comprado a preços dentro das mesmas médias de livrarias tradicionais e em menos de uma semana.

Ao endereçar o caos, o Clube de Autores apenas trocou a palavra que regia o mercado editorial brasileiro: sai a escassez, entra a abundância.

Há algum crivo editorial? Não, não há. Mas todo leitor interessado pode, gratuitamente, acessar a sinopse, ler o primeiro capítulo, contatar o autor, ver matérias relacionadas e, apenas depois de ter a sua opinião formada, comprar. A seleção da oferta, portanto, deixa de ser feita por uma figura de editor e passa a ser feita pela própria comunidade de autores e leitores.

Resultados: com 5 anos de vida, o Clube de Autores soma já mais de 50 mil títulos publicados – o equivalente a 10% de todos os livros lançados anualmente no Brasil. São dezenas de milhares de exemplares vendidos todos os meses abordando temas que vão dos mais batidos aos mais nichados – daqueles que, de tão específicos, dificilmente seriam encontrados nas livrarias.

A propósito: é também pelo Clube que o Gene do Caos será lançado 🙂

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